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"Sofagate" explicado no Parlamento Europeu

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De  Isabel Marques da Silva  & Shona Murray
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"Sofagate" explicado no Parlamento Europeu
Direitos de autor  Burhan Ozbilici/The Associated Press
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O chamado "sofagate" evoluiu de incidente diplomático na Turquia para crise no interior das instituições da União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, vão explicar o caso no Parlamento Europeu, terça-feira, em Bruxelas.

Para alguns analistas, a cena da falta de uma cadeira, que relegou von der Leyen para o sofá, poderá ter sido uma faceta mais visível da tensa relação entre os dois líderes comunitários.

"Não há dúvida de que esta foi uma grande vitória diplomática para o presidente Erdogan. Não penso que o incidente tenha sido deliberado a 100%, mas certamente que alguma negligência e jogos de poder entre a Comissão e o Conselho europeus também tornaram isto possível", disse Alberto Alemanno, professor de Direito da União Europeia na HEC Paris, em entrevista à euronews.

Certamente que houve aqui uma armadilha, que prejudicou mais uma vez a União, apenas algumas semanas após o desastre com o chefe da diplomacia Josep Borrell, em Moscovo.
Alberto Alemanno
Professor de Direito da União Europeia, HEC Paris

"Isto mostra como a União Europeia é fraca no plano internacional e, provavelmente, parece muito mais fraca do que de facto é. Penso que a União é mais forte do que parece agora. Mas certamente que houve aqui uma armadilha, que prejudicou mais uma vez a União, apenas algumas semanas após o desastre com o chefe da diplomacia Josep Borrell, em Moscovo. Mostra como a União Europeia não é capaz de exercer a autonomia soberana que continua a reivindicar e a tentar moldar", acrescentou o académico.

Há muito que nos corredores de Bruxelas se fala de alguma competição entre as equipas de von der Leyen e de Michel. O presidente do Conselho Europeu disse que nunca quis prejudicar a colega. Já o porta-voz de von der leyen sublinhou que a chefe do executivo espera ser tratada com a dignidade que merece a instituição que representa.

Mas há uma petição com cerca de sete mil assinaturas organizada por grupos de empoderamento feminino a pedir a demissão de Charles Michel, considerando que a atitude em Instanbul "foi prejudicial para todos os cidadãos da União Europeia''.