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Jovens dos 12 aos 16 anos poderão receber a vacina anti-covid

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Jovens dos 12 aos 16 anos poderão receber a vacina anti-covid
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Em breve crianças a partir dos 12 anos poderão ser vacinadas contra a Covid-19.

A Agência Europeia dos Medicamentos está a avaliar a proposta efetuada pela Pfizer/BioNtech no sentido de baixar o atual limite de idade para a vacina dos 16 anos para os 12 anos.

Caso a proposta seja aprovada, a vacina poderá estar disponível até ao verão para este grupo etário.

Nas ruas de Bruxelas, as reações às notícias foram variadas.

"Penso que se colocam estas vacinas no mercado, isso quer dizer que foram testadas e validadas. Não vamos colocar a população em risco, por isso sou a favor. Não tenho receios", afirma Anne-Sophie Braquart, uma jovem mãe grávida com gémeos.

Olivier Aerts, pai de dois filhos, adianta que "não concordo muito com isto. Pessoalmente e de momento sou contra a vacina. Para os meus filhos ainda sou mais contra, principalmente quando se ouve o que acontece no mundo com os problemas de vacinação".

Enquanto as vacinas da Johnson & Johnson e da AstraZeneca provocaram raros efeitos secundários num pequeno número de pessoas, a tecnologia mRNA utilizada pela Pfizer/BioNtech até ao momento não provocou os mesmos efeitos.

De acordo com uma imunologista num centro de investigação biomédica em Bruxelas, nada sugere que os mais jovens enfrentem riscos acrescidos.

Para Sophie Lucas, imunologista no Instituto Duve-UCLouvain, "não existem teoricamente quaisquer riscos contra a vacinação dos mais jovens. Isto é precisamente o que estamos a fazer. E estamos de momento a considerar a possibilidade de estender a vacinação das crianças dos 12 aos 15 anos porque os resultados de um estudo clínico levado a cabo nessa população sugerem que os benefícios são muito superiores aos riscos que foram observados", afirma.

A Pfizer adianta que os ensaios clínicos conduzidos em mais de 2000 pessoas entre os 12 e os 15 anos de idade mostram que a vacina foi 100% eficaz.

Apesar de poucas crianças terem sofrido complicações devido à Covid-19, os investigadores afirmam que é importante vacinar este grupo não só por questões de proteção mas igualmente para evitar que o vírus se espalhe mais.

"Se permitirmos níveis elevados de transmissão do vírus, aumenta a probabilidade de a dada altura surgirem variantes que podem resistir às imunidades preexistentes", afirma a imunologista Sophie Lucas.

A vacina da Pfizer/BioNTech está de momento a ser testada em crianças com idades entre os seis meses e os 12 anos. Caso os resultados sejam conclusivos, este grupo poderá ser inoculado já a partir do próximo ano.