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Estados Unidos atacam Irão no fim de semana e Trump endurece bases de acordo para fim da guerra

Manifestantes agitam bandeiras iranianas durante uma concentração pró-governamental na Praça da Revolução Islâmica, em Teerão, Irão, sábado, 30 de maio de 2026
Manifestantes agitam bandeiras iranianas durante uma concentração pró-governamental na Praça da Revolução Islâmica, em Teerão, Irão, sábado, 30 de maio de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Vahid Salemi
Direitos de autor AP Photo/Vahid Salemi
De Emma De Ruiter
Publicado a Últimas notícias
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Quaisquer ajustes ao projeto podem atrasar ainda mais um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente e reabrir o estreito de Ormuz, após semanas de negociações tensas, com linguagem agressiva e surtos esporádicos de violência

Estados Unidos levaram a cabo vários ataques contra alvos militares iranianos durante o fim de semana, segundo o Comando Central norte-americano, numa altura em que os detalhes de um projeto de acordo de paz permanecem cada vez mais incertos.

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Numa publicação na rede social X, o Comando Central dos EUA escreveu durante a madrugada que foram realizados ataques de "autodefesa" contra "radares iranianos e centros de comando e controlo para drones em Goruk, no Irão, e na ilha de Qeshm".

Acrescentou que os ataques ocorreram "em resposta a ações agressivas do Irão, que incluíram o derrube de um drone norte-americano MQ-1".

Entretanto, as defesas aéreas do Kuwait intercetaram "ataques hostis com mísseis e drones", indicou o Exército esta segunda-feira, enquanto as sirenes de ataque aéreo soavam em todo o país.

"O Estado-Maior do Exército informa que quaisquer sons de explosões ouvidos resultam dos sistemas de defesa aérea a intercetar estes ataques hostis", indicou o Exército do Kuwait numa publicação na conta oficial na rede social X.

A agência noticiosa estatal KUNA informou que as sirenes de ataque aéreo soaram por todo o país do Golfo, apesar de estar em vigor um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.

Detalhes do acordo de paz continuam incertos

As tensões surgem numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá endurecido as condições de negociação com o Irão para pôr fim à guerra.

Meios de comunicação norte-americanos noticiaram que Trump devolveu a Teerão uma nova versão de um eventual memorando de entendimento, com vários pontos de negociação reforçados.

Trump afirmou que as suas prioridades incluem impedir o Irão de desenvolver qualquer arma nuclear e reabrir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra.

No entanto, Teerão já colocou em causa as declarações de Trump e as partes continuam muito afastadas em questões-chave.

Quaisquer alterações ao projeto podem atrasar ainda mais um acordo para pôr formalmente fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz, após semanas de negociações difíceis marcadas por uma retórica acesa e episódios pontuais de violência.

"Não aprovaremos qualquer acordo enquanto não tivermos a certeza de que os direitos do povo iraniano foram respeitados", afirmou o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, num vídeo transmitido pela televisão estatal.

Segundo a agência noticiosa Tasnim, as trocas sobre o texto "prosseguem, com ambas as partes a proporem regularmente alterações".

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, por seu lado, afirmou que "até ser alcançada uma conclusão clara… tudo o que está a ser dito agora é especulação", segundo a televisão estatal.

O Irão afirmou que necessita da libertação de 12 mil milhões de dólares em ativos congelados antes de avançar para negociações de fundo sobre o seu programa nuclear, considerando "infundadas" as declarações anteriores de Trump de que o seu stock de urânio enriquecido seria destruído, segundo os meios de comunicação iranianos.

Outras fontes • AFP

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