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A pandemia aumenta risco para os doentes de cancro

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A pandemia aumenta risco para os doentes de cancro
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Após meses e meses de luta contra a pandemia, muitos casos de cancro por toda a Europa não foram diagnosticados.

Esta a conclusão de um estudo levado a cabo por uma organização europeia de luta contra o cancro.

Uma conclusão que deixou os investigadores alarmados.

"Infelizmente, de uma perspetiva paneuropeia, os dados sugerem que existem cerca de um milhão de casos de cancro que não foram diagnosticados durante a pandemia. Assistimos ainda a uma diminuição significativa de testes de rastreio. Cerca de um milhão de testes que não foram realizados na Europa durante a pandemia. É isso que leva ao atraso dos diagnósticos. E se o cancro é diagnosticado tarde, isso quer dizer que é muito mais difícil de tratar e aumenta o risco das pessoas morrerem da doença. Constatamos também que um em cada cinco doentes de cancro na Europa não estão a receber os tratamentos de quimioterapia ou cirúrgicos que necessitam", defende o professor Mark Lawlor, investigador na área da oncologia, da Queen's University Belfast.

Os ensaios clínicos e a investigação também pararam devido à Covid-19. Alguns receiam a perda de 18 meses de progressos.

Para os eurodeputados, que discutiram estes resultados esta semana no Parlamento Europeu, chegou a altura de dar prioridade aos doentes de cancro e à investigação.

É o que defende a eurodeputada francesa Véronique Trillet-Lenoir do Grupo Renew Europe no Parlamento Europeu.

"Os doentes de cancro foram duplamente castigados durante esta pandemia. Primeiro em virtude da sua doença e dos tratamentos mas também durante o confinamento, muitos viram-se impedidos de se deslocarem ao hospital para diagnóstico e tratamento", afirma.

A questão é saber se no futuro os doentes de cancro poderão ter o tratamento e cuidados de saúde que necessitam.

"A UE deverá ter que proteger melhor os doentes de cancro no futuro assim como os doentes crónicos para evitar uma nova crise como esta. Temos de continuar a avaliar o impacto da Covid sobre este tipo de doenças e dar prioridade nas vacinas aos doentes de cancro que se encontram particularmente fragilizados", conclui a eurodeputada francesa.