A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou a estratégia "Uma Europa, Um Mercado", plano para integrar o mercado único da UE até 2027 e recuperar terreno face aos Estados Unidos e à China.
Apesar de ter a segunda maior economia do mundo, a Europa continua travada por barreiras internas e um emaranhado de regras e regulamentos que a fazem funcionar mais como um "mercado a 27" do que como um mercado único.
A estratégia centra-se nas principais causas do défice de competitividade da Europa: regulamentação complexa, mercados de capitais pouco desenvolvidos, custos elevados da energia e barreiras ao comércio dentro da própria UE.
Persistem grandes barreiras não tarifárias entre os países da UE e perdem-se todos os anos milhares de milhões de euros devido a sistemas financeiros e regulatórios separados. As empresas enfrentam muita burocracia e as companhias europeias gastam mais com o cumprimento das regras do que as suas concorrentes norte-americanas.
O novo plano assenta em cinco áreas principais: regras mais simples, um mercado mais integrado, energia, crescimento digital e comércio. Inclui medidas como novas leis para cortar na burocracia, um regime societário único na UE, ligações mais fortes entre os mercados de capitais, mais infraestruturas energéticas e maiores investimentos no digital e na tecnologia. O plano quer também diversificar as cadeias de abastecimento e atualizar a política comercial para tornar a Europa menos dependente do exterior.
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