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Potências ocidentais pedem investigação a desvio de avião

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De  Nara Madeira  com AP, AFP
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Potências ocidentais pedem investigação a desvio de avião
Direitos de autor  Sergei Shelega/BelTA

A Agência de Aviação Civil da ONU vai reunir-se de emergência, esta quinta-feira, para discutir o desvio de um avião pelas autoridades da Bielorrússia. Isto depois de potências ocidentais com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, entre eles membros europeus, terem apelado a uma investigação ao sucedido.

O embaixador da Estónia na ONU, Sven Jurgenson, garantia que vão "envidar esforços, também através da coordenação" das suas "políticas de sanções para assegurar que as autoridades bielorrussas" assumem "a responsabilidade pelas suas ações". Condenava, "plenamente, esta situação" que dizia ser "mais uma tentativa, flagrante, das autoridades bielorrussas de silenciar todas as vozes da oposição".

Mas para que haja uma investigação, ao nível das Nações Unidas é preciso o aval russo e não é claro que ele seja obtido.

Em conferência de imprensa, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, questionava se se pretende uma investigação no "contexto da segurança da aviação e dos voos", ou de um ponto de vista puramente político?" - A Rússia é o grande aliado bielorrusso.

A Polónia, que partilha uma longa fronteira com a Bielorrússia, foi o último país a proibir a entrada das companhias aéreas bielorrussas no seu espaço aéreo. Isto depois de um avião vindo da Grécia e que tinha como destino a Lituânia ser desviado para Minsk e ser detido um jornalista que nele viajava.

Nas redes socias o Conselho Europeu escrevia: "As autoridades da Bielorrússia devem revogar as recentes alterações legislativas que acrescentam medidas punitivas às restrições existentes à liberdade dos meios de comunicação/de reuniões, e libertar os jornalistas detidos".

Muitas questões se levantam sobre o que se terá passado com Roman Protasevich e a sua namorada, Sofia Sapega, sobretudo depois de ter sido publicado um vídeo em que este assumia responsabilidade pelos protestos na capital bielorrussa.

Alexander Lukashenko reagiu ontem, e pela primeira vez desde o incidente, desafiando e condenando os protestos dos vários países ocidentais. Manteve a versão de que havia uma ameaça de bomba e diz que se está a tentar "estrangular" o seu país.