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Protesto contra a revogação das autorizações de residência aos refugiados sírios

Protesto contra a revogação das autorizações de residência aos refugiados sírios
Direitos de autor Euronews
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De  Julian GOMEZeuronews
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Desde que os primeiros refugiados sírios viram revogadas as suas autorizações de residência pelas autoridades dinamarquesas, há um protesto em frente ao Parlamento da Dinamarca. Com 57 anos, Samer Barakat, refugiado sírio na Dinamarca desde 2014, entrou em greve de fome e teve de ser hospitalizado.

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Desde que os primeiros refugiados sírios viram revogadas as suas autorizações de residência pelas autoridades dinamarquesas, há um protesto em frente ao Parlamento da Dinamarca.

Com 57 anos, Samer Barakat, refugiado sírio na Dinamarca desde 2014, entrou em greve de fome e teve de ser hospitalizado.

"Conheço alguns refugiados que tinham tanto medo que o governo dinamarquês os mandasse de volta para a Síria que partiram para outros países europeus. Ouvi falar de dois refugiados que voltaram para a Síria e foram presos no aeroporto e interrogados no local e não soubemos mais nada deles", conta Barakat. 

Mais de uma década após o início do conflito na Síria, cerca de 35 mil cidadãos sírios vivem aqui na Dinamarca. No ano passado, o serviço de imigração reavaliou o estatuto de 1 200 refugiados da área de Damasco.

Bruxelas criticou a política, mas a Dinamarca não está vinculada às regras comuns de asilo europeu. O ministro dinamarquês para a Imigração e Integração recusou uma entrevista. Contactámos o Partido Popular Dinamarquês, o terceiro maior grupo parlamentar.

O partido não acredita no multiculturalismo e considera que a Dinamarca não é naturalmente um país de imigração. Embora tecnicamente na oposição, apoia a abordagem do governo.

"Não é uma decisão política, mas judicial, para que possa argumentar por que deve ficar na Dinamarca um ano ou mais. Portanto, isto não é uma questão política, mas judicial", argumenta o deputado do Partido Popular Dinamarquês, Morten Messerschmidt. 

Pergunta do jornalista da Euronews: "Os ativistas dizem que atualmente existem apenas dois países da União Europeia que consideram a área de Damasco um lugar seguro para o regresso dos refugiados. Um país é a Dinamarca, o outro é a Hungria. São vocês que são muito duros ou os outros 25 países da UE que são muito ingénuos?"

Morten Messerschmidt: "Mas não faz sentido, com todo o respeito, colocar as coisas assim. Porque tudo depende dos casos individuais. Você pode facilmente ter dois sírios diferentes, nos quais um pode regressar com segurança a Damasco e o outro não".

Sem vínculos diplomáticos com a Síria, a Dinamarca não pode deportar legalmente refugiados cujo estatuto foi revogado. O seu eventual retorno deve ser voluntário.

As ONGs avisaram que poderiam eventualmente ser enviados para campos de deportação na Dinamarca. A maioria dos casos está agora nas mãos dos advogados dos refugiados.

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