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"Mobile world Congress" avança sem medo da variante Delta

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De  Francisco Marques
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"Mobile world Congress" avança sem medo da variante Delta
Direitos de autor  AP/screengrab

O Congresso Mundial de Comunicações Móveis de Barcelona, o "Mobile World Congress" (MWC), está de regresso depois do cancelamento do ano passado devido à pandemia.

A feira onde são dadas a conhecer as novidades do mundo das comunicações móveis, os últimos telemóveis e "tablets" ou as novas aplicações, abre portas esta segunda-feira, mas uma vez mais com a Covid-19 a afetar o evento, mas sem medo da variante Delta.

Ainda com o SARS-CoV-2 muito presente por todo o mundo e a limitar as viagens entre a Europa e a Ásia, e agora com a variante Delta em rápida progressão, os organizadores do MWC2021 propõem uma edição híbrida.

Alguns eventos vão realizar-se fisicamente em Barcelona, outros apenas pela Internet, o que vai fazer com que os visitantes não vão muito além de um terço dos 100 mil registados em 2019.

“Penso que os donos de hotéis e restaurantes, os motoristas de táxis e toda a gente, que temos em conta quando tomamos grandes decisões como esta de realizarmos a edição deste ano do congresso, têm de perceber que cancelar teria sido muito pior. Decidimos avançar com uma versão reduzida em vez de cancelarmos tudo outra vez”, explicou Jaume Collboni, o vice-presidente do Município de Barcelona.

Há dois anos, meses antes da pandemia infetar o mundo, estima-se que o MWC de Barcelona tenha criado mais de 14 mil empregos temporários e gerado mais de €470 milhões para a economia local. A edição deste ano não vai ser tão generosa.

Friedrich von Schonburg, gerente de um hotel na capital da Catalunha, sabe que "vai ser um Congresso muito menos movimentado", mas acredita que "em 2022, mesmo que não venha a ser como há dois anos, vai ficar muito perto disso".

"Estou certo que em 2023 vai ser ainda melhor do que foi em 2019", confiou o profissional hoteleiro.

Com uma incidência de Covid-19 agora nos 95 casos por 100 mil habitantes e mais de metade da população já com pelo menos uma dose de vacina anticovid, Espanha decidiu acabar com o uso obrigatório de máscaras este fim de semana, desde que se mantenha uma distância social de 1,5 metros, mas o receio mantém-se perante a rápida propagação da variante Delta.

Já predominante no Reino Unido e em Portugal, a estirpe indiana do SARS-CoV-2 já representa também mais de 10% das novas infeções em Madrid, revelou o vice-conselheiro de Saúde Pública e do Plano Covid-19 da Comunidade.

"Esta semana, a presença da variante Alfa, a britânica, situa-se em torno dos 71% e a percentagem da Delta está a superar os 10%", afirmou Antonio Zapatero, três dias depois de o líder do Centro de Coordenação de Alertas e de Emergências do Ministério da Saúde ter dito que a estirpe indiana representava apenas 4% dos contágios em toda a Espanha.