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5º aniversário do golpe de Estado falhado

De  Nara Madeira com AP, AFP
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5º aniversário do golpe de Estado falhado
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A Turquia assinalou o quinto aniversário da tentativa falhada de golpe de Estado, com uma comemoração oficial presidida pelo chefe de Estado.

Um evento que homenageia as vítimas que morreram, em 2016, tentando pôr fim à revolta.

No seu discurso Recep Tayyip Erdoğan afirmou que nunca serão "capazes de pagar aos homens corajosos que, através do seu sacrifício naquela noite escura, trouxeram uma manhã brilhante" para a sua "Nação e Democracia".

Dezenas de milhares de detenções foram feitas a pessoas com, alegadas, ligações à rede do clérigo muçulmano Fethullah Gülen, refugiado nos EUA. A Turquia responsabiliza-o pela tentativa de golpe de Estado. Gülen nega. O estado de emergência foi declarado logo após a revolta.

A tentativa de golpe militar contra a governação de Erdogan desencadeou uma onda de repressão e perseguições sem precedentes no país. Políticos, académicos, artistas, escritores foram detidos ou obrigados a exilar-se no estrangeiro. E, às vezes, apenas por não terem sido reativos na contra revolta.

A pandemia de Covid-19 deu a desculpa certa, ao executivo turco, para calar todas as vozes que se insurgiam contra si na cultura e nas ruas das principais cidades do país. E a repressão não fica por aí. No final do mês passado um protesto a favor dos direitos da comunidade LGBTQI+ em Istambul foi, violentamente, interrompido pela polícia de choque que usou mesmo balas de plástico e de borracha e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.