Curilas voltam a alimentar a tensão entre o Japão e a Rússia

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Direitos de autor Dmitry Astakhov/Sputnik via AP
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A Rússia quer criar uma zona económica especial nas ilhas Curilas, disputadas com o Japão desde a Segunda Guerra Mundial. Tóquio já protestou

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O primeiro-ministro russo visitou as ilhas Curilas, falou da criação de uma zona económica especial e desencadeou mais um pico de tensão entre Moscovo e Tóquio.

Mikhail Mishustin, que está digressão pela Sibéria e zona oriental da Rússia, falou da intensificação da atividade económica das ilhas e prometeu discutir a questão com o presidente Vladimir Putin, garantindo que o projeto tem muitos aspetos positivos.

"Este é um conjunto de medidas sem precedentes", disse, acrescentando que "seria uma boa solução para muitos investidores, homens de negócios e pessoas ativas que vivem nas ilhas". "Isto seria interessante para investidores ocidentais, para o Japão também, porque poderia criar empregos. Parece-me que este regime especial permitirá a intensificação da atividade económica aqui", concluiu.

Mas o Japão não está pelos ajustes. O chefe de gabinete do primeiro-ministro japonês, Katsunobu Kato, apressou-se a esclarecer que "a posição básica do Japão é que as quatro ilhas do norte são as ilhas sobre as quais o Japão detém a soberania, e que o governo pretende continuar a resolver disputas territoriais e a empenhar-se persistentemente em negociações com a Rússia ao abrigo da política básica de conclusão de um tratado de paz".

A disputa das ilhas a que o Japão chama Territórios do Norte data da segunda guerra mundial. Por causa das Curilas, Moscovo e Tóquio nunca assinaram o tratado de paz e todos os esforços diplomáticos têm sido em vão.

O antigo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, despendeu muito tempo e esforço na esperança de negociar uma solução durante os seus quase oito anos de mandato, mas obteve poucos progressos.

Pouco depois de tomar posse, em setembro passado, o recém-eleito primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, discutiu a disputa territorial numa chamada com Putin e disse esperar encontrar um acordo e assinar um tratado de paz.

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