Última hora
This content is not available in your region

Moçambique confirma ajuda internacional no combate ao terrorismo

Access to the comments Comentários
De  Euronews
euronews_icons_loading
Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique
Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique   -   Direitos de autor  LUDOVIC MARIN/AFP or licensors
Tamanho do texto Aa Aa

Moçambique vai liderar a intervenção de forças estrangeiras no país para combater grupos terroristas em Cabo Delgado.

O apoio internacional "solidário", conforme anunciado por Filipe Nyusi, este domingo, surge na sequência da violência no território registada desde 2017 e após o tempo necessário para o que o presidente diz ter sido uma "ponderação cautelosa".

A restauração da paz no Norte de Moçambique vai contar com uma missão conjunta entre a União Europeia e países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

"Não devemos temer este apoio, devíamos sim ter medo de estar sozinhos, enfrentando os terroristas", declarou o Presidente, salientando que a luta contra o terrorismo não pode ser travada e vencida a nível individual.

África do Sul, Botsuana, Tanzânia e Angola confirmaram o envio de tropas.

Do terreno, há já relatos de confrontos entre as forças extremistas islâmicas e o exército do Ruanda, "ao abrigo do acordo bilateral entre os nossos dois países no âmbito da segurança", esclareceu Nyusi.

O combate terrorista em Moçambique tem sido travado por tropas locais, às quais no passado, se juntaram mercenários russos e sul-africanos.

Mas a influência do autoproclamado Estado Islâmico e da Al-Qaeda no norte do país continua a aumentar.

O clima de terror e a instabilidade em abril deste ano, levaram a que a petrolífera Total suspendesse o projeto de exploração de gás natural na região.

De acordo com o presidente moçambicano, a paragem do projeto, considerado o maior investimento privado em África, teve um impacto negativo direto de 99 milhões de euros.

Desde outubro de 2017, os ataques terroristas em Cabo Delgado já provocaram mais de dois mil mortos e 817 mil deslocados.