EventsEventosPodcasts
Loader
Find Us
PUBLICIDADE

Exploração imobiliária do Lago Balaton deixa moradores descontentes

Exploração imobiliária do Lago Balaton deixa moradores descontentes
Direitos de autor Euronews
Direitos de autor Euronews
De  Beatrix Asboth & Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O Lago Balaton, património classificado pela UNESCO, está no mapa do desenvolvimento turístico e exploração imobiliária da Hungria. Os habitantes locais temem a descaracterização da região.

PUBLICIDADE

Nas margens serenas do Balaton, uma inquietação é cada vez mais ruidosa. O lago húngaro é um alvo apetecível para exploração imobiliária e turística, mas os habitantes locais temem que o betão destrua a beleza natural que fez do maior lago da Europa Central Património Mundial da UNESCO.

As chamadas terras do cânhamo foram vendidas há vários anos a proprietários privados e autoridades locais.

Perante múltiplos projetos de apartamentos, hotéis e até uma marina, cerca de 300 residentes de Tihany reuniram-se, este sábado, em protesto contra os planos de desenvolvimento da região.

"Tihany vai desaparecer. Há algumas povoações ao longo do Lago Balaton, mas só temos uma Tihany e não apenas para os locais. Tihany é um tesouro para todo o país", reclama Éva Csáki-Maronyák, uma das moradoras.

György Molnár, presidente da associação de defesa da região "Révbe Érünk Egyesület", teme os "planos para quase duplicar a população de Tihany com estas residências", sobretudo quando diz desconhecer como vão "afetar o ambiente, os transportes ou os serviços". "Não sabemos o que vai acontecer aqui", alerta.

Mas para o autarca local, do partido no governo, não há razão para alarme. Tihany "contribui para o desenvolvimento turístico há mais de 30 anos" e "é uma área de parque nacional, onde não é possível construir o que quer que seja".

Mas para o autarca local, Imre Tósoki, não há razão para alarme. Tihany, garante, não tem grande área para mais hotéis e condomínios residenciais.

A construção, no entanto, tem aumentado na última década, pelas mãos de oligarcas próximos do governo do Fidesz, com a ajuda de dinheiro dos contribuintes húngaros e de fundos europeus para o desenvolvimento turístico da região.

Na região de pântanos há agora palmeiras não autóctones em condomínios privados que vedam o acesso livre à zona ribeirinha. Temendo a total descaracterização da região, os habitantes locais pedem um adiamento de dois anos das construções, que lhes permita negociar com as autoridades uma solução de compromisso para preservar o equilíbrio natural das margens do Lago Balaton.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

1297 mortos e seis mil feridos após sismo no Haiti

A história do maior negócio imobiliário em Portugal

Martin Schulz aposta no mercado imobiliário