EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

Afeganistão resiste no Vale do Panjshir

Afeganistão resiste no Vale do Panjshir
Direitos de autor Anja Niedringhaus/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Anja Niedringhaus/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O Vale do Panjshir, a norte de Cabul é a única região que resiste aos talibãs. No resto do Afeganistão impera o medo dos Estudantes de Teologia

PUBLICIDADE

Há apenas uma região no Afeganistão que não está sob controlo dos talibãs. É o Vale do Panjshir, a norte de Cabul, uma zona que resistiu à ocupação soviética e aos talibãs nos anos 90.

Os combatentes locais, outrora comandados pelo mítico comandante Massoud - Ahmad Shah Massoud - são agora liderados por outro Massoud, o filho, - Ahmad Massoud - e por membros do governo deposto do Afeganistão.

"Escrevo hoje do Vale do Panjshir, pronto a seguir os passos do meu pai, com combatentes mujahideen que estão dispostos a enfrentar uma vez mais os talibãs", escreveu Massoud numa carta aberta para o jornal Washington Post. "Temos armazéns de munições e armas que recolhemos pacientemente desde a época do meu pai, porque sabíamos que este dia poderia chegar".

Numa entrevista com a rede noticiosa Al-Arabiya durante o fim de semana, Massoud disse que não iria ceder território, mas que poderia apoiar um governo de base alargada.

Um residente do Panjshir, contactado por telefone, disse que Massoud tinha avisado as pessoas de que os talibãs poderiam atacar e disse que as famílias poderiam partir se quisessem. "Aqueles que ficaram preferiam uma solução negociada mas são leais a Massoud e estão preparados para lutar se necessário", disse o homem sob condição de anonimato devido a preocupações de segurança.

Prometem resistir, mas não se sabe quanto tempo poderão resistir aos talibãs armados com o arsenal norte-americano que ficou no país.

No resto do território, teme-se o que virá depois da retirada estrangeira, enquanto os extremistas vestem pele de cordeiro face às câmaras de televisão:

"Os nossos líderes, aconselharam-nos a comportarmo-nos bem com as pessoas, e estamos a fazer o que os nossos anciãos disseram, fazemos o que eles nos disseram. O povo está muito feliz, os velhos também, nós respeitamos os velhos, e temos compaixão pelas crianças", diz um combatente talibã.

Mas os afegãos conhecem bem demais as regras da sociedade talibã. Esteticistas e cabeleireiros começaram a cobrir olhos e lábios das mulheres das fotografias das montras, para não serem incomodados pelos estudantes de teologia.

"Os Talibãs foram muito cruéis no passado, e agora eles têm medo dos talibãs, e pintam por cima de fotografias para esconder os lábios para que os talibãs não os incomodem", diz um residente de Cabul.

Não é com palavras que os receios diminuem. Milhares de pessoas já abandonaram o país nos últimos dias, mas muitos não poderão fazê-lo, sobretudo se as evacuações terminarem a 31 de agosto.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

EUA atacam veículo de bombistas em Cabul

Contagem decrescente para o fim da retirada do Afeganistão

Contagem decrescente em Cabul por entre risco acrescido de mais ataques