Brexit deixa supermercados do Reino Unido na penúria

Produtos alimentares começam a escassear
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Crise no setor retalhista alimentar no Reino Unido, após o Brexit, devido à falta de condutores de pesados

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Prateleiras de supermercado vazias, umas atrás das outras...

O cenário repete-se um pouco por todo o Reino Unido.

O Brexit e a pandemia da Covid-19 estão a ter um forte impacte nos transportes de mercadorias e no setor de vendas a retalho.

Há cadeias de restaurantes, em especial de comida rápida, que tiveram de tirar vários ítens dos cardápios por falta de matéria-prima.

"Penso que o 'Brexit' foi destacado por vários líderes da indústria como um dos principais problemas em termos de, 20-30.000 motoristas que não estavam felizes por trabalhar no setor alimentar ou no setor de distribuição geral, e regressaram à Europa continental. E depois, obviamente, há a pandemia que teve impacte não só o setor logístico, mas também n o fabrico e em outros aspetos da distribuição. Ouvimos falar da indústria da carne, por exemplo, que está, realmente, a lutar para conseguir reter trabalhadores no setor da carne de frango e outras partes da indústria da carne. Portanto, não só não há produto suficiente a ser fabricado, como também há problemas com a sua distribuição para onde precisam estar", afirma o analista do retalho na Shopfloor Insights, Bryan Roberts.

A Associação britânica de Transporte Rodoviário (Road Haulage Association) calcula que existe um défice de 100.000 motoristas de pesados no Reino Unido.

Em julho, exigiu que o Governo liderado por Boris Johnson facilite o recrutamento de trabalhadores estrangeiros.

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