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Preços da energia: o quebra-cabeças europeu

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De  Euronews
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Preços da energia: o quebra-cabeças europeu
Direitos de autor  Marc Israel Sellem/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
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A Europa está a viver um aumento sem precedentes dos preços da energia.

O gás sofreu uma subida de dois mil por cento desde maio de 2020, passando de 3 euros e 60 cêntimos o megawtt/hora para 75 euros e 30 cêntimos, este mês de setembro.

O diretor Agência Internacional de Energia (AIE), Keisuke Sadamori, acredita que a Rússia, embora esteja a cumprir os seus contratos a longo prazo com os seus homólogos europeus, pode fazer mais para aumentar a disponibilidade de gás para a Europa e assegurar que o armazenamento seja preenchido a níveis adequados em preparação para a próxima estação de aquecimento de inverno.

"Eles devem certificar-se de que o armazenamento adequado pode ser assegurado para o próximo período de procura possivelmente elevada. Em particular, se o inverno na Europa for bastante rigoroso, esperamos que mais procura de gás venha a juntar-se ao já elevado nível de procura proveniente da recuperação económica da situação da Covid-19 no ano passado".

Sadamori acredita que a transição de energia limpa deve ajudar a segurança energética dos países em todo o mundo e que, diz: "Não é essa a causa ou a origem do problema. Essa deveria ser a solução",

O diretor da AIE atribui a subida dos preços da energia na Europa à combinação de vários fatores: uma forte procura devida à recuperação da pandemia, uma oferta menor do que o esperado e as mudanças climáticas, com estações frias mais longas e grandes picos de aquecimento.

Sadamori defende que os governos devem tomar medidas e encontrar soluções baseadas no mercado. A Espanha lidera na União Europeia o esforço de encontrar um preço máximo da energia para as empresas. Em Portugal, o setor empresarial reclama também soluções; para já, o governo só promete preços mais estáveis aos consumidores do mercado regulado.

Refira-se que este aumento fulgurante dos preços não é exclusivo da Europa. A Ásia está a braços com o mesmo problema, com o gás natural a aumentar 1500% em comparação com os mínimos de 2020.