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Morreu o jornalista que "colocou Timor no mapa "

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De  Euronews  com Lusa
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Max Stahl
Max Stahl   -   Direitos de autor  ANTONIO AMARAL/ 2011

Morreu o jornalista que mostrou ao mundo o massacre de Santa Cruz, em Díli.

Christopher Wenner, que começou a ser conhecido como Max Stahl, iniciou a sua ligação a Timor-Leste a 30 de agosto de 1991 quando, “disfarçado de turista”, entrou no território para filmar um documentário para uma televisão independente inglesa.

Entrevistou vários líderes da resistência e, depois de sair por causa do visto, acabou por regressar, entrando por terra, acabando, a 12 de novembro desse ano por filmar o massacre de Santa Cruz.

Foi condecorado com o Colar da Ordem da Liberdade, o mais alto galardão que pode ser dado a um cidadão pelo Estado timorense, e foi-lhe também atribuída a nacionalidade do país.

O ex-presidente de Timor-Leste Xanana Gusmão lamentou a morte do jornalista e documentalista, lembrando que o seu trabalho “mudou o destino da nação”.

Numa carta enviada à viúva, na qualidade de negociador principal para a delimitação das fronteiras marítimas de Timor-Leste, Xanana Gusmão sublinhou o facto das filmagens de Stahl do massacre de Santa Cruz terem “exposto a repressão e brutalidade da ocupação indonésia”, bem como todo o trabalho de arquivo sobre a História do país efetuado posteriormente, considerando-o um legado para a nação timorense.

“Poucas pessoas conseguiram dar um contributo tão significativo para a nação”, salientou, afirmando que o jornalista e documentalista era “amado pelos timorenses” e que o país “está de luto”.

Ana Gomes, antiga diplomata portuguesa em Jacarta, manifestou “tristeza” pela morte de “um herói da libertação e independência” de Timor-Leste.

Max Stahl morreu num hospital de Brisbane, Austrália, vítima de uma doença prolongada.