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Morsas reúnem-se ao largo da Sibéria. E são cada vez mais

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De  Euronews
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Morsas reúnem-se ao largo da Sibéria. E são cada vez mais
Direitos de autor  "Вести Ямал" via EVN

Bem longe das savanas e do calor tropical, há um rugido que trespassa o gelo polar. Uma colónia de morsas atlânticas fez da península de Iamal, no norte da Rússia, habitat e atrai a curiosidade cautelosa de investigadores e jornalistas, desde que em outubro de 2019, descobriram um milhar de espécimes reunidos no mar de Kara.

E o número de animais no local tem vindo a aumentar, conforme confirma Andrei Boltunov, diretor do Centro Científico de Investigação de Mamíferos Marinhos.

"Pelo menos três mil animais estão [agora] registados aqui na costa continental. Esta é uma situação única. As morsas dividem-se de uma forma característica: fêmeas com crias para um lado, machos, para o outro. O valor deste lugar reside no facto de que todos se reúnem aqui antes do início do período de inverno", revela.

Apesar de a Sibéria ser um dos locais mais inóspitos e inacessíveis do planeta, as morsas têm como vizinho um dos maiores predadores do mundo: o ser humano.

Em 2017, a Rússia construiu na península de Iamal uma gigantesca cidade e indústria de gás natural.

Mas para já, no Ártico, os investigadores parecem estar otimistas. A satisfação com a evolução da espécie ecoa em Alexander Sokolov, diretor-adjunto da Estação de Investigação do Ártico, do Instituto de Ecologia Vegetal e Animal:

"As medidas que estão a ser tomadas para não danificar o ambiente, indicam sem dúvida que o estado do ambiente na região é excelente. É evidente que tantas morsas não se teriam reunido aqui se houvesse qualquer poluição significativa".

As morsas atlânticas estão listadas no Livro Vermelho da Rússia, um documento estatal que identifica as espécies raras e em perigo da região.

Ainda assim, e apesar do desenvolvimento industrial, a concentração de animais é uma chama que acalenta a esperança dos investigadores em ver este ecossistema frágil preservado.