Boris Johnson resiste aos pedidos sucessivos para que se demita

Boris Johnson resiste aos pedidos sucessivos para que se demita
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De  Maria Barradas com AP, AFP
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O primeiro-ministro britânico voltou a ouvir muitos no parlamento a pedirem que se demita, na sequência do escândalo das festas em Downing Street

In the name of God, go
David Davis
Deputado Conservador
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Este grito desesperado de um deputado conservador resume o estado de espírito dos colegas de partido de Boris Johnson, na sequência do escândalo "Party Gate". O primeiro-ministro britânico recusou de novo demitir-se, um pedido que vem da oposição e do seu próprio partido.

Quando um colega lhe pediu que assumisse as responsabilidades, Johnson disse, num parlamento em grande agitação: "Acho que já disse repetidamente nesta casa que durante a pandemia assumi inteiramente as responsabilidades por tudo o que este governo fez".

A fúria é tal que o deputado conservador, Christian Wakeford, mudou para o partido trabalhista, cujo líder, o operário Keir Starmer, voltou a pedir a demissão de Johnson e recordou: "No ano passado, Sua Majestade, a Rainha, sentou-se sozinha quando assinalou a morte do homem com quem tinha estado casada durante 73 anos. Ela seguiu as regras do país que lidera".

Johnson insiste, mas ninguém acredita, que não eram festas, mas eventos de trabalho. O deputado conservador Roger Gale disse à Euronews que Boris Johnson tem de se demitir.

"Basicamente, se houver bebida, se houver comida, se houver pessoas a descontraírem é uma festa, não uma reunião de trabalho. Ele disse ao parlamento que não participaram em nenhuma festa em Downing Street, por isso ele enganou o parlamento. Essa é uma das razões pelas quais ele tem de ir", afirmou.

Resta saber até quando Boris Johnson tentará ignorar a questão óbvia para tantos: Quando é que se demite?

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