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Mattarella, o "presidente para as emergências" que todos quiseram (novamente) à frente de Itália

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De  Euronews
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Mattarella, o "presidente para as emergências" que todos quiseram (novamente) à frente de Itália
Direitos de autor  Andrew Medichini/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.

De malas já feitas para regressar à terra que o viu nascer, Sergio Mattarella, viu os planos de voltar a Palermo adiados. Visto como a única salvação para superar a crise política em Itália, o presidente da república cedeu à pressão dos partidos do governo, este sábado, e vai permanecer em Roma para um segundo mandato.

Mattarella, hoje com 80 anos, sempre afirmou que não queria manter o cargo, mas, a quatro dias de abandonar funções, acabou por reconsiderar depois de uma semana tensa de votações no Parlamento italiano não ter chegado a consenso sobre o sucessor do atual chefe de Estado.

Em Itália, cabe a um colégio eleitoral de mais de mil deputados, senadores e delegados regionais eleger o presidente da república.

Esta é a segunda vez consecutiva que é pedido a Mattarella que renove um mandato de sete anos à frente do país

Também o primeiro-ministro italiano pediu ao presidente que voltasse a assumir a liderança do Estado. Ainda no início da semana, após Berlusconi ter saído da corrida, Mario Draghi era visto como um dos favoritos nas eleições presidenciais, mas acabou por não conseguir reunir os apoios suficientes.

O cada vez mais fragmentado panorama político italiano tem vindo a encontrar em Mattarella, um democrata cristão de origem, uma influência estabilizadora.

Considerado por muitos o "presidente para as emergências", chegou a ser alvo de um processo de destituição acionado pelo Movimento 5 Estrelas. No último ano teve de intervir para estancar o vazio governamental deixado pela demissão de Giuseppe Conte, nomeando Draghi para o cargo. Ainda a marcar um mandato particularmente exigente, Mattarella teve uma Itália curvada perante a crise sanitária e económica instalada pela covid-19.

Não é certo que desta vez o histórico presidente se mantenha até ao fim do mandato para a chefia do Estado, mas para já, perante um cenário de crise, diz quem o apoio, que permanece o sentido de dever .