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Guerra adia a partida da missão ExoMars para o planeta vermelho

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De  Euronews
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Guerra adia a partida da missão ExoMars para o planeta vermelho
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A missão da Agência Espacial Europeia destinada a explorar Marte foi suspensa com o fim da cooperação com a agência espacial russa, Roscosmos, devido à guerra.

O lançamento da ExoMars estava agendado para daqui a alguns meses

Josef Aschbacher, diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA) explica a situação: "Foi decidido que este lançamento não pode acontecer dadas as circunstâncias atuais, especialmente as sanções que são impostas pelos nossos estados membros. E isto torna praticamente impossível, mas também politicamente impossível, ter um lançamento de ExoMars em setembro".

A missão deveria partir de Baikonur utilizando o lançador russo Soyuz, no Cazaquistão. A Roscosmos participava em toda a operação terrestre. Agora é preciso encontrar alternativas, diz Aschbacher.

"O módulo terrestre é o elemento onde a tecnologia russa está envolvida e isto é necessário na configuração atual. Foi-nos pedido para lançarmos agora estudos técnicos para ver quais são as opções, mais exatamente, as opções em termos de Europa sozinha ou Europa com outros parceiros".

As opções com outros parceiros podem incluir a NASA, a agência espacial norte-americana, com quem está a ser feita uma estreita colaboração.

Atingido, primeiro pela pandemia e agora pela guerra, o futuro do projeto é, se não incerto, pelo menos mais demorado, já que o alinhamento dos planetas só permite uma janela de oportunidade a cada dois anos. O diretor-geral da ESA calcula que não será possível antes de 2026.

Os russos, que estão a ficar sozinhos em Terra, dizem que irão sozinhos a Marte, ainda que o responsável pela Roscosmos tenha lamentado a suspensão da missão. Dmitri Rogozine classificou a suspensão da Exomars de acontecimento " muito amargo e lamentável para os entuasiastas do espaço".

Todas as outras missões da ESA que utilizam o lançador Soyuz estão também suspensas, disse a ESA na sua declaração. Estes incluem dois satélites para a constelação europeia de posicionamento Galileo, a missão científica do telescópio espacial Euclid, a missão de observação da Terra, EarthCare - europeia e japonesa - e um satélite militar para a França.

Para estas missões, o chefe da ESA "iniciou uma revisão dos serviços de lançamento alternativos", que "inclui uma revisão dos primeiros voos das operações Ariane 6". O futuro lançador pesado europeu, que deverá substituir um Ariane 5 em final de vida, está programado para um voo inaugural até ao final de 2022. Este primeiro voo está planeado sem carga útil comercial.

O maior símbolo da cooperação com a Rússia continua a ser a Estação Espacial Internacional (ISS), que compreende essencialmente dois segmentos, americano e russo.

O chefe da Roscosmos alertou recentemente para o efeito das sanções do lado russo, cuja nave espacial Progress é utilizada para manter a estação em órbita. Os peritos defendem que a ameaça é mínima, e  Aschbacher disse na quinta-feira que "as operações são estáveis e seguras".