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Nova era para a Grécia no espaço: há um grego no programa de astronautas da ESA

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Alemanha Direitos de autor  Copyright 2024 The Associated Press. All rights reserved.
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De Foteini Doulgkeri
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Adrianos Golemis foi selecionado para o programa de formação de astronautas da ESA, após um processo altamente competitivo com mais de 22.000 candidatos.

Está em curso uma etapa histórica para a Grécia no setor espacial, com a participação de um cientista grego noprograma de formação deastronautas da Agência Espacial Europeia, abrindo caminho a uma futura presença grega numa missão espacial.

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Adrianos Golemis atravessou o limiar do Centro Europeu de Astronautasem Colónia, após um processo de seleção muito exigente, durante o qual se destacou entre mais de 22.000 candidatos. Este é um momento marcante não só para ele, mas também para a comunidade científica grega, já que pela primeira vez se abre a perspetiva de um grego participar numa missão espacial.

Em declarações à Euronews, o ministro da Governação Digital, Dimitris Papastergiou, descreveu este acontecimento como particularmente importante para o país, sublinhando que a Grécia tem tentado, nos últimos anos, desempenhar um papel ativo no setor espacial. Afirmou que a participação de um grego num programa de formação de astronautas é um passo que pode inspirar a nova geração e mostrar que os jovens cientistas podem chegar muito longe, quando têm um objetivo e perseverança.

O eurodeputado grego referiu que a Grécia já começou a estabelecer a suapresença no espaço, com o desenvolvimento de microssatélites e nanossatélites, e que nos próximos meses deverá estar concluída quase toda a frota. "Há alguns anos, a posição da Grécia no espaço parecia um cenário distante", afirmou, acrescentando que agora o país está a investir sistematicamente em "know-how" e infraestruturas neste setor.

De acordo com Papastergiou, este investimento não tem apenas a ver com o progresso científico, mas também com aplicações práticas que afetam diretamente a vida quotidiana dos cidadãos. Os dados de satélite, explicou, já estão a ser utilizados para previsões meteorológicas mais precisas, gestão de catástrofes naturais e de incêndios, bem como para questões de proteção civil.

Ao mesmo tempo, as aplicações espaciais podem contribuir para apoiar a produção agrícola, controlar os subsídios agrícolas e proteger o ambiente e a água. Além disso, desempenham um papel importante em domínios como as telecomunicações, a cibersegurança e a defesa, em que a utilização de dados de satélite e de novas tecnologias é atualmente considerada fundamental para o funcionamento dos Estados modernos.

O ministro sublinhou que o objetivo da estratégia nacional é desenvolver um ecossistema de aplicações espaciaisque impulsione a economia e a inovação, fornecendo simultaneamente ferramentas valiosas para a tomada de decisões públicas.

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