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Telemóvel de Pedro Sánchez sob escuta

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De  euronews
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Escutas terão ocorrido em maio de 2021
Escutas terão ocorrido em maio de 2021   -   Direitos de autor  Geert Vanden Wijngaert/AP

Os telemóveis do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e da ministra da Defesa, Margarita Robles, foram "infetados" com o programa de espionagem Pegasus.

De acordo como o ministro espanhol da Presidência, estas intervenções, que classificou de ilícitas e externas, ocorreram em maio e em junho de 2021.

Félix Bolaños informa que "a escuta ilegal destes telemóveis foi verificada no decurso de uma verificação que ainda está a ocorrer e que chegará a todos os membros do Governo. Estamos a relatar factos que foram verificados e são irrefutáveis, não são suposições. Estes são factos extremamente graves que confirmam que se verificaram intrusões em áreas fora das instituições estatais e fora da lei".

Félix Bolaños informou, ainda, que houve uma extração de um determinado volume de dados dos terminais e que as escutas ilegais não se cingiram apenas a membros do Governo espanhol.

"Há provas de que o software Pegasus tem sido utilizado ilegalmente em pelo menos vinte países e que as vítimas destas intervenções incluem Governos, personalidades da sociedade civil de diferentes campos, informadores e pessoas de diferentes tipos", assegura Bolaños.

A denúncia ocorre numa altura em que o Governo socialista está sob pressão para explicar porque é que os telemóveis de dezenas de pessoas ligadas ao movimento separatista da Catalunha foram infetados com o Pegasus entre 2017 e 2020, de acordo com o Citizen Lab, um grupo de especialistas em cibersegurança da Universidade de Toronto, no Canadá.

O governo regional catalão acusou o Centro Nacional de Inteligência de Espanha, ou CNI, de espionagem de separatistas, e declarou que as relações com as autoridades nacionais estavam "em suspenso" até que fossem dadas explicações completas e os responsáveis fossem punidos.