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Putin prepara presença prolongada na Ucrânia, segundo EUA

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De  Euronews
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Avril Haines
Avril Haines   -   Direitos de autor  Jose Luis Magana/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

A chefe dos serviços secretos norte-americanos afirma que a Rússia estaria a planear continuar a invasão da Ucrânia para além da campanha atualmente em curso na região de Donbas. 

Para Avril Haines, Putin estaria a preparar-se para um conflito prolongado.

"Entendemos que o Presidente Putin está a preparar-se para um conflito prolongado na Ucrânia, durante o qual ainda pretende atingir objectivos para além dos de Donbas. Os objectivos estratégicos de Putin provavelmente não mudaram, sugerindo que ele considera que a decisão tomada em finais de Março de reorientar as forças russas para a região de Donbas é apenas uma mudança temporária para recuperar a iniciativa após o fracasso dos militares russos em capturar Kiev", afirmou Avril Haines, diretora dos serviços secretos norte-americanos. 

Entendemos que o Presidente Putin está a preparar-se para um conflito prolongado na Ucrânia
Avril Haines
Diretora, Serviços Secretos, EUA

No plano diplomático, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, foi o primeiro líder europeu a visitar a Casa Branca desde o início dos combates na Ucrânia em finais de fevereiro. 

Falando aos repórteres, Draghi admitiu que a guerra vai provocar mudanças "drásticas" na Europa.

Na noite passada, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy prestou igualmente homenagem ao primeiro presidente ucraniano, Leonid Kravchuk, que faleceu após doença prolongada.

"Leonid Kravchuk sabia o preço da liberdade. E de todo o seu coração, queria a paz para a Ucrânia. Estou certo de que vamos conseguir. Conseguiremos a nossa vitória e a nossa paz. Honra eterna e memória para o primeiro presidente da Ucrânia independente", afirmou Zelenskyy.

Entretanto, as forças da Bielorrússia anunciaram o envio unidades especiais para três zonas próximo da fronteira a sul com a Ucrânia em resposta ao que o governo bielorrusso classifica como "ameaça crescente" dos EUA e dos seus aliados.