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Zelenskyy diz que Rússia ameaça "milhões de pessoas" com fome

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De  Euronews
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Exploração agrícola na Ucrânia (arquivo)
Exploração agrícola na Ucrânia (arquivo)   -   Direitos de autor  INNA SOKOLOVSKAYA/AFP

Volodymyr Zelenskyy diz que "milhões de pessoas podem sofrer com a fome" se a Rússia continuar a impedir as exportações agrícolas da Ucrânia e acusa Moscovo de estar a desencadear "uma nova crise migratória" nos países africanos e asiáticos, com o bloqueio de portos e o roubo de cereais ucranianos.

O presidente ucraniano participou por videoconferência na reunião anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico:

"Centenas de milhões de pessoas em distintos continentes estão a confrontar-se com, no mínimo, uma escassez de alimentos e encontram-se mesmo no limiar da fome, algo que é da total responsabilidade da Rússia. A Europa vive atualmente uma das situações mais difíceis em termos de energia da sua história. E nem sequer sabemos que outras crises está a preparar a Rússia para o mundo livre."

Zelenskyy aproveitou a ocasião para pedir a exclusão da Rússia da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, reclamando ainda sanções "dolorosas" e de longo prazo contra Moscovo.

Na sessão de abertura da reunião ministerial da OCDE, o primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, defendeu o fim do bloqueio russo aos portos ucranianos:

"Os nossos esforços para evitar uma crise alimentar devem começar nos portos ucranianos no Mar Negro. Precisamos de desbloquear os milhões de toneladas de cereais que estão presos aí devido ao conflito. Temos de providenciar ao presidente Zelensky as garantias de que precisa, de que os portos não serão atacados."

A Rússia tem debatido com a Turquia a possibilidade de estabelecer um corredor para a exportação de cereais da Ucrânia. 

A Turquia partilha uma fronteira marítima no Mar Negro com os dois países e tem atuado como mediadora já que, apesar de apoiar Kiev, Ancara tem recusado impôr sanções contra Moscovo.