EventsEventosPodcasts
Loader
Encontra-nos
PUBLICIDADE

França mantém elevados níveis de alerta e segurança contra o terrorismo

Soldado da Operação Sentinela em Paris
Soldado da Operação Sentinela em Paris Direitos de autor Euronews
Direitos de autor Euronews
De  Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Foram abortados em França 60 ataques terroristas desde 2015. Sete anos após os ataques de Paris, país mantém níveis de alerta e segurança elevados

PUBLICIDADE

Quase sete anos após os atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, a luta contra o terrorismo continua em França, onde os ataques reivindicados pelos jihadistas mataram mais de 260 pessoas e feriram quase 1.200 desde 2014.

Tal como noutros países da Europa, o número de ataques diminuiu acentuadamente no ano passado. Mas a França permanece sob um elevado nível de segurança, com 7.000 soldados em pontos sensíveis do país, como parte da Operação Sentinela.

"Estamos aqui para proteger a população, para a tranquilizar. Para isso, patrulhamos e tentamos tranquilizar as pessoas e dissuadir o terrorismo. Adaptamo-nos a todas as circunstâncias. Um soldado vai-se adaptando ao longo da sua missão e treina ao longo de toda a sua missão", diz um militar da Operação Sentinela, junto ao Museu do Louvre.

A outra prioridade da França tem sido a de reforçar os serviços de informação. Nos últimos anos, cerca de 1.000 novos postos foram atribuídos à luta contra o terrorismo.

Embora com a derrota territorial, o Daesh tenha reduzido a sua capacidade de ataque a partir do exterior, o desafio agora é detetar potenciais atacantes solitários.

 Jean-Louis Bruguière,  antigo juiz da luta contra o terrorismo comenta:

"Um indivíduo que se radicaliza à noite, que pega numa faca e sai para a rua... está sob o radar. Infelizmente é uma coisa muito complicada, a menos que tenhamos algum elemento. É por isso que criámos todos estes sistemas em França para tentar detetar atos e mudanças de comportamento. Por exemplo, indivíduos que não sendo terroristas vão mudar de comportamento... De repente já não apertam a mão às mulheres, mudam as roupas, isolam-se... etc. Tudo isto são pequenos sinais.

Para identificar aquilo a que os peritos chamam " pequenos sinais", a França criou também um serviço de informação dedicado à radicalização nas prisões.

Driss Aït Youssef, perito em segurança, fala do fenómeno dos detidos radicalizados: "Há dois tipos de prisioneiros: há os prisioneiros condenados por terrorismo - entre 450 e 500 - e depois há 700 prisioneiros de delito comum que são radicalizados. Temos de ser capazes de pôr em prática uma vigilância para estes. É aí que os serviços de informação assumem o controlo, mas é na prevenção que precisamos de concentrar o nosso trabalho".

As autoridades francesas afirmam ter abortado cerca de 60 ataques desde 2015.

Este é também o resultado de várias leis de segurança e de dois anos de estado de emergência entre 2015 e 2017. Mas estas medidas têm sido criticadas por restringir as liberdades individuais.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Prisão perpétua sem condicional para principal acusado de atentados de Paris

França aperta medidas de segurança antes da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos

Ucraniano pró-russo detido em hospital francês por suspeita de planear um atentado