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França mantém elevados níveis de alerta e segurança contra o terrorismo

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De  Euronews
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Soldado da Operação Sentinela em Paris
Soldado da Operação Sentinela em Paris   -   Direitos de autor  Euronews

Quase sete anos após os atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, a luta contra o terrorismo continua em França, onde os ataques reivindicados pelos jihadistas mataram mais de 260 pessoas e feriram quase 1.200 desde 2014.

Tal como noutros países da Europa, o número de ataques diminuiu acentuadamente no ano passado. Mas a França permanece sob um elevado nível de segurança, com 7.000 soldados em pontos sensíveis do país, como parte da Operação Sentinela.

"Estamos aqui para proteger a população, para a tranquilizar. Para isso, patrulhamos e tentamos tranquilizar as pessoas e dissuadir o terrorismo. Adaptamo-nos a todas as circunstâncias. Um soldado vai-se adaptando ao longo da sua missão e treina ao longo de toda a sua missão", diz um militar da Operação Sentinela, junto ao Museu do Louvre.

A outra prioridade da França tem sido a de reforçar os serviços de informação. Nos últimos anos, cerca de 1.000 novos postos foram atribuídos à luta contra o terrorismo.

Embora com a derrota territorial, o Daesh tenha reduzido a sua capacidade de ataque a partir do exterior, o desafio agora é detetar potenciais atacantes solitários.

 Jean-Louis Bruguière,  antigo juiz da luta contra o terrorismo comenta:

"Um indivíduo que se radicaliza à noite, que pega numa faca e sai para a rua... está sob o radar. Infelizmente é uma coisa muito complicada, a menos que tenhamos algum elemento. É por isso que criámos todos estes sistemas em França para tentar detetar atos e mudanças de comportamento. Por exemplo, indivíduos que não sendo terroristas vão mudar de comportamento... De repente já não apertam a mão às mulheres, mudam as roupas, isolam-se... etc. Tudo isto são pequenos sinais.

Para identificar aquilo a que os peritos chamam " pequenos sinais", a França criou também um serviço de informação dedicado à radicalização nas prisões.

Driss Aït Youssef, perito em segurança, fala do fenómeno dos detidos radicalizados: "Há dois tipos de prisioneiros: há os prisioneiros condenados por terrorismo - entre 450 e 500 - e depois há 700 prisioneiros de delito comum que são radicalizados. Temos de ser capazes de pôr em prática uma vigilância para estes. É aí que os serviços de informação assumem o controlo, mas é na prevenção que precisamos de concentrar o nosso trabalho".

As autoridades francesas afirmam ter abortado cerca de 60 ataques desde 2015.

Este é também o resultado de várias leis de segurança e de dois anos de estado de emergência entre 2015 e 2017. Mas estas medidas têm sido criticadas por restringir as liberdades individuais.