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Morte de jornalista em Malta: "Se soubesse teria pedido mais dinheiro"

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AP Direitos de autor Rene Rossignaud/AP
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Suspeito acusado de planear morte de Daphne Caruana Galizia assume crime

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Um dos suspeitos acusados de matar a jornalista de malta, Daphne Caruana Galizia, confessou o crime e diz que o fez por dinheiro.

George DeGiorgio assumiu, numa entrevista à Reuters, que foi pago para tirar a vida à jornalista, e afirmou que se conhecesse a identidade de Daphne Caruana Galizia, teria exigido mais dinheiro para cometer o crime.

"Se eu soubesse mais sobre ela, teria pedido mais dinheiro", disse o suspeito à Reuters, que disse também ter pedido 150 mil euros para cometer o crime. "Se eu soubesse, teria feito por 10 milhões. Não por 150.000", admitiu DeGiorgio. 

A jornalista foi morta em outubro de 2017, depois de um engenho explosivo ser ativado, no carro onde seguia. Daphne Caruana Galizia tinha 53 anos, era conhecida em malta por investigar casos de corrupção. Na altura em que morreu, estava a fazer uma reportagem sobre a máfia no país.

A morte da jornalista chocou o mundo. Provocou uma onda de protestos e inúmeras homenagens, uma delas, do Parlamento Europeu, que criou o prémio de jornalismo "Prémio Daphne Caruana Galizia".

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