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Angolanos votam hoje em eleições gerais

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De  Euronews
Luanda
Luanda   -   Direitos de autor  JOHN WESSELS/AFP or licensors

Quase 14,4 milhões de angolanos são hoje chamados a votar nas eleições gerais, um processo que o governo considera exemplar, mas que a oposição considera pouco transparente.

Segundo a polícia angolana, quase 36 mil agentes garantem a segurança nas mais de 13.000 assembleias de voto e mais de 80 mil efetivos estão envolvidos na segurança das eleições.

De acordo com uma diretiva do Ministério do Interior angolano,  as "medidas de prevenção" e segurança, previstas para o período eleitoral vão vigorar até 1 de setembro, data em que está prevista a "tomada de posse dos membros eleitos".

Para além do território nacional há mais 45 mesas de voto no estrangeiro, para mais de 22 mil eleitores da diáspora, em 12 países de África, Europa e América.

Em Portugal, estão registados para votar cerca de 7.600 angolanos.

Os dois favoritos - o MPLA, no poder e a UNITA, principal força de oposição - deverão partilhar a esmagadora maioria dos 220 lugares da Assembleia Nacional.

Além do MPLA e da UNITA, concorrem mais seis formações políticas: CASA-CE, Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Partido de Renovação Social (PRS), Aliança Patriótica Nacional (APN), Partido Humanista de Angola (PHA) e Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-Njango).

Segundo a constituição angolana, os dois primeiros da lista nacional do partido mais votado serão, automaticamente, presidente e vice-presidente do país.

O MPLA indica João Lourenço (candidato à reeleição) e Esperança Costa, para presidente e vice-presidente. Já a UNITA indica o seu líder, Adalberto Costa Júnior, e, como número dois, Abel Chivukuvuku, fundador e antigo líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), o terceiro partido com mais assentos parlamentares.

As campanhas intensificaram-se nos últimos dias. 

Do lado do MPLA, o candidato João Lourenço apostou em mostrar trabalho feito, prometendo acabar no próximo mandato o que deixou por fazer nos cinco anos em que esteve na presidência do país, apontando culpas à pandemia de covid-19.

O candidato da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, focou-se no "cansaço" e erros do MPLA, que não conseguiu tirar ainda os angolanos da pobreza e centrou as promessas nas eleições autárquicas - que João Lourenço tinha prometido concretizar e falhou - e numa revisão constitucional que retire os excessos de poder ao presidente.

Cerca de 2000 observadores nacionais e internacionais vão supervisionar as eleições em todo o território angolano.

O presidente da Comisssão Nacional de Eleições apela ao voto.