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Bem-estar social e apelo à Rússia lançam novo mandato de João Lourenço

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De  João Peseiro Monteiro  & José Kundy
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Esperança Costa e João Lourenço, vice-presidente e presidente de Angola
Esperança Costa e João Lourenço, vice-presidente e presidente de Angola   -   Direitos de autor  AMPE ROGERIO/EPA

João Lourenço tomou posse como Presidente de Angola. O chefe do Estado e do governo começou o segundo mandato esta quinta-feira, com um discurso programático.

O bem-estar social e a economia vão estar no centro da ação do executivo:

Continuaremos a investir no ser humano como principal agente do desenvolvimento
João Lourenço
Presidente de Angola

"...na sua educação e formação, nos cuidados de saúde, na habitação condigna, no acesso à água potável e à energia elétrica, no saneamento básico. Continuaremos a trabalhar em políticas e boas práticas para promover e incentivar o setor privado da economia, para aumentar a oferta de bens e serviços de produção nacional, aumentar as exportações e criar cada vez mais postos de trabalho, para os angolanos, mas, sobretudo, para os mais jovens."

Na frente externa, João Lourenço recordou que o direito internacional deve primar sobre a ação militar e lançou um apelo à Rússia:

"A República de Angola tem sempre defendido a importância do recurso ao diálogo e a resolução pacífica dos conflitos, primando pelo respeito inequívoco do direito internacional. Nesta conformidade, e tendo em conta a necessidade de se evitar o escalar do conflito...

consideramos importante que as autoridades russas tomem a iniciativa de pôr fim ao conflito
João Lourenço
Presidente de Angola

...criando assim um melhor ambiente para se negociar uma nova arquitetura de paz na Europa e abrir o caminho para a tão almejada e necessária reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas."

A cerimónia ficou marcada pela ausência dos dirigentes do maior partido da oposição, a UNITA, que continua a contestar a vitória do MPLA mas vai assumir o combate político na assembleia nacional.

Os restantes partidos da oposição não faltaram à chamada. O líder da FNLA, Nimi A Simbi, explica porquê:

"Nós viemos presenciar um acto, é o cumprimento de um dever cívico.

O que nós queremos é a paz e a paz tem de ser tratada com calma
Nimi A Simbi
Líder da FNLA

Não há confusão, não há violência. Queremos a paz, é por isso que viemos aqui para manifestar que nós apoiamos efetivamente uma situação de paz."

A UNITA pretende continuar o debate político, a nível das ruas ou por outros mecanismos democraticamente aceitáveis. Marcou para o próximo dia 24 uma manifestação pacífica, a nível nacional