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cleared Direitos de autor Natalia Liubchenkova/Euronews

O que pensam os vizinhos das regiões anexadas pela Rússia

De  Euronews
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A Euronews visitou Mykolaiv, que fica a 100km de Kherson e já está a sofrer consequências da anexação

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A Euronews esteve em Mykolaiv para perceber o que pensam os ucranianos que vivem nas proximidades dos territórios ocupados sobre as anexações ilegais por parte da Rússia. 

Em Mykolaiv, a destruição conta o passado recente do que aconteceu e deixa clara a intensidade dos ataques russos dos últimos dias e meses.

A cidade fica a menos de 100 km de Kherson, uma das regiões anexadas ilegalmente pela Rússia. Aqui não houve referendo mas Volodymyr, um proprietário de um prédio destruído em Mykolaiv, diz não perdoar Putin por este passo. 

"Para que servem os referendos? O que ele está a fazer? Não podemos compreendê-lo nem perdoá-lo.". questiona Volodymyr. 

Água potável comprometida

Como Mykolaiv faz fronteira com a região ocupada de Kherson, desde os referendos que toda esta zona deixou de receber água potável.

As forças russas foram afastadas da cidade, que continua a ser atacada constantemente. E vão se somando os edifícios para recuperar.

Vladyslav, taxista de Mykolaiv, descredibiliza os referendos. "Qual referendo?! É uma loucura. É a nossa terra, eles são conquistadores, são ocupantes.", diz o taxista. 

Economista na universidade local, Dmytro acredita que este passo do kremlin pode eventualmente ajudar a Ucrânia a restaurar o passado. "A anexação da Crimeia foi quase que ignorada pelos líderes ocidentais. Com estes recentes referendos, Putin destruiu totalmente esse "status excepcional" da Crimeia e agora não tem hipótese.", diz o especialista. "Se libertarmos as nossas cidades e as nossas terras, a Crimeia não será uma exceção, também terá que voltar a fazer parte da Ucrânia novamente". 

As explosões e os alarmes são frequentes em Mykolaiv, o vidro das janelas foi substituído por cartão. O comércio não funciona e, nas ruas, anda pouca gente. É uma cidade que, de um dia para o outro, se tornou fronteira.

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