Bombas termobáricas ameaçam gerações futuras em Mykolayiv

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De  Bruno Sousa
Bombas termobáricas ameaçam gerações futuras em Mykolayiv
Bombas termobáricas ameaçam gerações futuras em Mykolayiv   -   Direitos de autor  AP Photo/Roman Hrytsyna, File

A extensão dos danos causados pelos ataques com drones explosivos, efetuados pela calada da noite à cidade ucraniana de Mykolayiv, só é claramente visível após o nascer do sol. Olexandr Krivobog é um especialista em explosivos nas forças policiais ucranianas e revela que começou a encontrar vestígios deste tipo de explosivos nos destroços em setembro.

Explica que se trata de uma "arma termobárica, que gera uma bola de fogo no ar, e que mesmo que o o impacto do drone cause poucos danos no edifício, há uma elevada probabilidade que a explosão gerada cause uma enorme devastação".

O que resta dos drones é minuciosamente analisado pelas forças ucranianas. Dizem que são de fabrico iraniano, os que seria uma violação das sanções internacionais a Teerão, mas também que contêm partes provenientes de Polónia, Itália e outros países ocidentais.

O material que fica no terreno, por detonar, representa um perigo que não irá desaparecer tão cedo. Olexandr Krivobog acredita que "serão precisos muitos anos, décadas ou até séculos para tornar este território seguro novamente".

Tecnicamente, o uso de bombas termobáricas não é proibido pela convenção de Genebra, desde que usadas apenas contra alvos militares e tomadas as devidas precauções para proteger os civis.