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Coreia do Sul mobiliza aviões de guerra em resposta a ações suspeitas da Coreia do Norte

Aviões de caça F15K da Coreia do Sul durante exercícios militares
Aviões de caça F15K da Coreia do Sul durante exercícios militares Direitos de autor South Korea Defense Ministry via AP/Arquivo
Direitos de autor South Korea Defense Ministry via AP/Arquivo
De  Francisco Marques
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Seul detetou mais de 180 aeronaves militares norte-coreanas em movimento e respondeu com cerca de 80 "caças" depois de já ter prolongado a operação "Tempestade Vigilante"

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Há um género de "guerra fria" a agravar a tensão na península coreana. Depois do disparo de vários mísseis pela Coreia do Norte, com um a cruzar a Linha Limite Norte, uma fronteira contestada delimitada pela ONU no Mar Amarelo, a Coreia do Sul detetou agora utras movimentações militares suspeitas e respondeu.

Seul anunciou a mobilização esta sexta-feira de cerca de 80 aviões de combate após ter detetado pelos radares mais de 180 aeronaves militares da Coreia do Norte, incluindo jatos e bombardeiros, em atividade em diversas zonas, algumas mesmo junto à fronteira entre ambas as coreias.

"É uma provocação grave. Compromete a Paz e a estabilidade na península coreana e na comunidade internacional. Representa uma clara violação de resoluções do Conselho de segurança da ONU. Condenamo-lo com veemencia e exigimos o fim imediato das provocações", afirmou Kim Jun-rak, o porta-voz das Forças Armadas sul-coreanas.

As autoridades de Seul entendem as últimas ações militares por parte de Pyongyang como um protesto contra os exercicios militares intitulados "Tempestade Vigilante", que a Coreia do Sul iniciou na segunda-feira em parceria com os Estados Unidos, estavam planeados terminar esta sexta-feira, mas ambos os participantes concordaram em prolongar as manobras militares pelo menos até este sábado.

Alguns desses exercícios tiveram como ponto de partida bases militares a cerca de 90 quilómetros da Zona Demilitarizada da Coreia, a faixa de terra de 250 quilómetros que atravessa a península e separando o norte do sul.

O regime de Kim Jong-un protestou contra a realização da operação "Tempestade Vigilante" e considerou, esta sexta-feira, a decisão de prolongar os exercícios como "muito perigosa e errada".

"A Coreia do Norte esclarece uma vez mais que nunca irá tolerar qualquer tentativa por parte de forças hostis   contra a sua soberania e interesses de segurança, mas irá responder a isso com a reação mais forte", lê-se num comunicado divulgado pelo regime norte-coreano através da ag'encia local, a KCNA, e citado pela agência sul-coreana Yonhap.

Pyongyang avisam ainda que, "se os Estados Unidos não quiserem ver uma situação grave a ferir os seus interesses de segurança, devem parar de uma vez com os provocadores exercícios áereos combinados", que têm vindo a realizar com a Coreia do Sul.

Os últimos dias têm sido marcados, além da operação "Tempestade Vigilante", por diversos disparos de mísseis por parte da coreia do Norte, suspeitando-se inclusive do lançamento de um míssil balístico intercontinental, o que terá motivado o prolongamento dos exercícios sul-coreanos e norte-americanos.

Os Estados Unidos também acusaram esta semana a Coreia do Norte de estar a fornecer armamento às forças afetas ao Kremlin para reforçar a invasão russa da Ucrânia.

Outras fontes • yonhap

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