Desflorestação em cima da mesa da Conferência da biodiversidade da ONU

Vista aérea de um incêndio num campo de soja no estado do Mato Grosso, Brasil
Vista aérea de um incêndio num campo de soja no estado do Mato Grosso, Brasil Direitos de autor CARL DE SOUZA/AFP or licensors
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COP 15 decorre no Canadá e desflorestação amazónica é um prato forte

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A uma velocidade alarmante, a floresta amazónica está a perder terreno para a produção de soja, de milho ou a criação de gado bovino.

Um mal, dizem os habitantes locais habituados a viver da natureza, que asfixia cada vez mais formas de vida.

"Estão a arrendar-se terras para plantar soja e milho. Isso tem um impacto ambiental. Os rios secam e já não vemos mais animais. Macacos, papagaios e algumas espécies de pássaros vão desaparecendo", lamenta Carmen Munduruku, que vive na floresta amazónica.

Este é um dos temas em cima da mesa na 15.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para a Diversidade Biológica (COP15), que termina esta segunda-feira.

Em Montréal, no Canadá, procura-se um acordo sobre metas e objetivos para gerir os danos na biodiversidade.

A milhares de quilómetros de distância, no Brasil, ouvem-se pedidos para deter a desflorestação.

"Se garantirmos que a lei é cumprida e que não há mais desflorestação, ou que se destrua mais natureza, já teremos feito muito", sublinha Merijn van Leeuwen, do World Wide Fund for Nature.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil, a Amazónia brasileira perdeu 11.568 quilómetros de cobertura vegetal, entre agosto de 2021 e julho de 2022

Uma queda de 11%, a primeira desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder, apesar da falta de ação dos governos federal e dos estados.

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