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A agonia de Happisburgh

Vista de uma falésia
Vista de uma falésia Direitos de autor AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De  Luke Hanrahan
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Mais de 34 casas de aldeia inglesa desapareceram em 20 anos devido às alterações climáticas

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A aldeia de Happisburgh, no leste de Inglaterra, está no limiar de um precipício e luta para não ser engolida, para não desaparecer. A erosão costeira está a engolir gradualmente as casas.

"Estávamos no meio da estrada, quando me mudei para cá, e agora estamos à beira da falésia", afirma Nicola Bayliss. A habitante de Happisburgh conta, ainda, que não consegue dormir descansada pois "a casa treme à noite, por isso por vezes sente-se a falésia a cair e sente-se como um terramoto. A casa treme e há outro pedaço da falésia e está perto de si. Preocupamo-nos, mas não nos atrevemos a vir aqui à noite, porque não há luzes na rua. Basta aguardar até de manhã para podermos saber que estamos bem", refere Nicola Bayliss, habitante de Happisburgh.

A aldeia medieval vai-se desintegrando no mar do Norte.

Com as alterações climáticas, o clima aqui está a ficar mais quente e húmido no inverno e o solo argiloso torna-se cada vez mais instável...

"Passaram-se poucos anos desde a última vez que visitei este trecho da linha costeira. É difícil acreditar na rapidez com que é engolido pelo mar. O ritmo da mudança, segundo os aldeões, está a acelerar. Mas muitos acreditam, que mais poderia ter sido feito pelo Governo local e nacional, para proteger as suas casas", relata o jornalista da euronews Luke Hanrahan .

As defesas construídas pelas autoridades locais foram sendo abandonadas - à medida que o custo de manutenção aumentava...

Os governos locais comparam as casas nas zonas de maior risco - ajudando alguns aldeões a deslocarem-se para o interior, mas mais de mil pessoas que permanecem em Happisburgh receiam que a erosão continue num ritmo acelerado.

Lizzy Cane conta que "quando temos chuvas realmente fortes, então temos um desmoronamento da falésia." Esta aldeã aponta o dedo às autoridades pois afirma que deveriam ter feito muito mais para evitar que as coisas chegassem a este ponto. "Agora é um pouco tarde. Quando nos mudámos para cá, há 25 anos, disseram "nunca deixarão o farol ir, nunca deixarão a igreja ir - se Happisburgh for, irá para Wroxham e depois Norwich. Mas, eles não parecem fazer nada e não sei se alguma vez o farão", conclui.

No total - em vinte anos - 34 casas desapareceram deste trecho da linha costeira.

À medida que as alterações climáticas continuam - se nada for feito - mais algumas dezenas vão desaparecer nas próximas duas décadas.

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