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Caças para a Ucrânia: Um novo quebra-cabeças para Olaf Scholz

Olaf Scholz, chanceler da Alemanha ao lado da imagem de um caça-bombardeiro
Olaf Scholz, chanceler da Alemanha ao lado da imagem de um caça-bombardeiro Direitos de autor AP Photo/Euronews
Direitos de autor AP Photo/Euronews
De  Alexandra Leistner
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Após a controvársia dos tanques, surge agora a controvérsia dos aviões de combate que a Ucrânia está a pedir. Mais uma dor de cabeça para Olaf Scholz

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Da perspetiva de um observador, o debate alemão sobre o fornecimento de tanques de combate à Ucrânia foi enfadonho. 

Muitos estavam certos no início da controvérsia de que a Alemanha acabaria por decidir a seu favor. Depois, à medida que a pressão de outros estados crescia, veio a promessa de Berlim de fornecer os tanques Leopard 2 a Kiev.

Segundo o chanceler alemão, Olaf Scholz, não houve hesitação na posição da Alemanha sobre as entregas de tanques; a opção foi simplesmente examinada durante um certo período de tempo. S

Scholz também enfatizou repetidamente que não pretendia avançar sozinho nesta questão. Os 14 tanques que foram agora garantidos a Kiev serão fornecidos como parte de uma aliança internacional.

De acordo com chanceler alemão, qualquer outra abordagem teria sido "irresponsável". De facto, a Alemanha já está a dar a maior contribuição na UE - humanitária, financeira e também em termos de entrega de armas. 

A mensagem para Putin, disse, é que "o apoio do ocidente à Ucrânia não está a enfraquecer".

O apoio do ocidente à Ucrânia não está a enfraquecer
Olaf Scholz
Chanceler da Alemanha

Hoje tanques, amanhã aviões de combate?

Mas poucas horas após a resolução da questão dos tanques, a surge a pressão ucraniana na procura de aviões de combate. O presidente Volodymyr Zelenskyy pediu "mísseis de longo alcance", caças e mais artilharia para lançar uma ofensiva. E um pouco como no filme "Dia da Marmota", Scholz rejeitou a discussão.

De visita ao Chile, o chefe do governo alemão reagiu com incompreensão e apelou a um "debate sério", alertando contra uma "corrida excessiva".

Ao mesmo tempo, os EUA rejeitam o pedido de Kiev para os caças-bombardeiros "por enquanto".

Em França, o presidente Emmanuel Macron pode imaginar uma tal entrega - ou, pelo menos, não a "exclui, em princípio".

Relatos de que a Polónia está a discutir a questão dos aviões de caça F-16 com a Ucrânia foram posteriormente negados por Wojciech Skurkiewicz, secretário de Estado do Ministério da Defesa polaco.

Será tudo isto apenas uma questão de comunicação? Ou será, talvez, a coligação alemã - e mesmo o SPD - a enviar sinais diferentes?

Terá havido um claro não de Berlim aos aviões de caça?

Enquanto Scholz acredita que a questão dos caças não se coloca atualmente, Saskia Esken, co-líder do SPD, não quis excluir de antemão a entrega. "O fator decisivo", disse ela, "é que a Alemanha e a NATO não se tornem partes beligerantes".

O político de defesa do FDP, Marcus Faber, também já não quer uma "linha vermelha" nas entregas de armas à Ucrânia. "Porque a guerra de agressão da Rússia na Ucrânia está a mudar", disse, "devemos também estar em posição de responder - se necessário - com entregas de aviões de combate".

Agnieszka Brugger, dos Verdes expressou um ponto de vista semelhante, dizendo que as linhas vermelhas não fazem sentido porque "não sabemos onde estaremos dentro de alguns meses".

O deputado da CDU, Roderich Kiesewetter, criticou Scholz por repetir "o seu erro do verão".

O líder do partido CDU, Friedrich Merz, tinha anteriormente criticado o facto de a decisão de fornecer tanques ter vindo depois de uma longa hesitação e ter levado ao "descontentamento na Europa".

Sem surpresa, Scholz recebeu o apoio do seu novo ministro da Defesa, Boris Pistorius, que afirmou que o chanceler tinha dito tudo na discussão.

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Mas mesmo que Scholz gostasse de encerrar a discussão pública, ela vai prosseguir, dentro e fora da Alemanha.

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