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Trump dá a entender que vai haver uma enorme ofensiva israelita e apela à evacuação “imediata” de toda a cidade de Teerão

Equipas de salvamento, polícia e militares inspecionam o local onde foi atingido um míssil iraniano em Bnei Brak, perto de Telavive, Israel, segunda-feira, 16 de junho de 2025
Equipas de salvamento, polícia e militares inspecionam o local onde foi atingido um míssil iraniano em Bnei Brak, perto de Telavive, Israel, segunda-feira, 16 de junho de 2025 Direitos de autor  Leo Correa/Copyright 2025 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Leo Correa/Copyright 2025 The AP. All rights reserved
De Malek Fouda
Publicado a Últimas notícias
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O conflito mortal já custou a vida a dezenas de pessoas em ambos os países, uma vez que os ataques aéreos continuam pelo quinto dia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, avisou os residentes da capital iraniana, Teerão, para abandonarem imediatamente a cidade, dando a entender que poderia existir um bombardeamento israelita de enormes dimensões à medida que o conflito entre os dois países se intensifica.

Trump voltou a reiterar que este conflito não teria eclodido se o Irão tivesse assinado um acordo nuclear, afirmando que a sua incapacidade para fazê-lo levou à perda de vidas humanas.

"O Irão devia ter assinado o 'acordo' que eu lhes disse para assinarem. Que vergonha e que desperdício de vidas humanas", afirmou Trump, numa publicação na sua própria plataforma de redes sociais, a Truth Social.

"Em termos simples, o IRÃO NÃO PODE TER UMA ARMA NUCLEAR. Eu disse-o vezes sem conta! Todos devem evacuar imediatamente Teerão!", acrescentou Trump.

Na segunda-feira, Israel avisou cerca de 300.000 pessoas em Teerão para abandonarem a cidade em antecipação aos ataques aéreos. As forças israelitas atingiram depois uma emissora estatal iraniana durante uma transmissão em direto.

É o quinto dia de conflito entre Israel e o Irão. Os dois países intensificaram os seus ataques nos últimos dias, com trocas de mísseis que resultaram em dezenas de vítimas entre os dois países.

O conflito começou quando Israel começou a atacar vários alvos no Irão, incluindo instalações nucleares e militares, num ataque surpresa na madrugada de sexta-feira. A primeira vaga de ataques eliminou também altos funcionários iranianos, incluindo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Mohammed Bagheri, e o chefe do corpo paramilitar da Guarda Revolucionária do Irão, Hossein Salami.

Israel afirma que a decisão de atacar o Irão foi uma medida de "autodefesa preventiva", uma vez que manifestou a sua preocupação face ao rápido avanço do programa nuclear iraniano. Israel tem alertado repetidamente para a ameaça que um Irão equipado com uma arma nuclear representaria para a sua própria sobrevivência.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira que os ataques fizeram o programa nuclear iraniano recuar "anos" e referiu estar em contacto diário com Trump.

Nas primeiras horas desta terça-feira, os sistemas de defesa aérea israelitas soaram durante um curto período de tempo, uma vez que se previam mais ataques iranianos.

O exército israelita emitiu um alerta de ataque aéreo pouco depois da meia-noite, hora local, para os residentes de Telavive e da cidade de Beersheva, no sul do país. No entanto, o alerta foi rapidamente levantado, com o exército a confirmar que os residentes são livres de abandonar os abrigos e os espaços de proteção em todo o país.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão e principal negociador do acordo nuclear, Abbas Araghchi, afirma que os ataques de Israel contra o seu país constituem um rude golpe para a diplomacia. Os comentários foram feitos durante uma chamada com os seus homólogos francês, britânico e alemão.

O Irão assinou um acordo nuclear em 2015 com estes três países, juntamente com a UE, os EUA, a China e a Rússia. Mais tarde, Washington retirou-se unilateralmente do acordo em 2018, durante o primeiro mandato de Trump.

Entretanto, os Estados Unidos afirmam que estão a utilizar "capacidades adicionais" para reforçar as suas defesas no Médio Oriente. O anúncio foi feito pelo secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, numa publicação na rede social X.

"Durante o fim de semana, ordenei o destacamento de capacidades adicionais para a Área de Responsabilidade do Comando Central dos Estados Unidos", destacou Hegseth.

"A proteção das forças norte-americanas é a nossa principal prioridade e estes destacamentos destinam-se a reforçar a nossa postura defensiva na região", acrescentou.

Outras fontes • AP

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