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Kallas convoca para segunda-feira reunião extraordinária de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE sobre a Ucrânia

Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros Kaja Kallas
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De Jeremy Fleming-Jones
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Chefe da diplomacia europeia responde à reunião bilateral planeada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou este domingo que qualquer acordo entre os EUA e a Rússia deve envolver a Ucrânia e a UE e convocou uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros para segunda-feira, com o objetivo de discutir os próximos passos.

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"Os EUA têm o poder de forçar a Rússia a negociar seriamente. Qualquer acordo entre os EUA e a Rússia deve incluir a Ucrânia e a UE, pois trata-se de uma questão de segurança para a Ucrânia e para toda a Europa", afirmou Kallas.

A reunião deverá realizar-se virtualmente na segunda-feira à tarde e Kallas afirmou que os ministros irão também analisar a evolução da situação no Médio Oriente e em Gaza.

O direito internacional "é claro: todos os territórios temporariamente ocupados pertencem à Ucrânia", referiu Kallas, alertando para o facto de que uma solução negociada não deve abrir caminho a novas agressões contra a Ucrânia, a aliança transatlântica ou a Europa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que se iria encontrar com Vladimir Putin, mesmo que o líder russo não se reunisse com Zelenskyy.

Zelenskyy avisou que qualquer negociação para acabar com a guerra na Ucrânia deve incluir Kiev.

"Quaisquer decisões que não incluam a Ucrânia são, ao mesmo tempo, decisões contra a paz. Não trarão nada. São decisões mortas. Nunca funcionarão", afirmou.

No domingo, os líderes da UE divulgaram uma declaração que incluía o presidente Macron, a primeira-ministra Meloni, o chanceler Merz, o primeiro-ministro Tusk, o primeiro-ministro Starmer, a presidente von der Leyen e o presidente Stubb, reiterando que "o caminho para a paz na Ucrânia não pode ser decidido sem a Ucrânia".

A declaração indica ainda que "as fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força", acrescentando que a atual linha da frente deve ser "o ponto de partida das negociações".

Uma proposta russa de cessar-fogo sugeriu a troca dos territórios ucranianos de Donetsk e Lugansk por um cessar-fogo total.

Os responsáveis ucranianos e europeus terão respondido à proposta russa de cessar-fogo com uma contraproposta.

A proposta, apresentada ao vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao secretário de Estado Marco Rubio, ao enviado especial para a Ucrânia, Keith Kellogg, e a Steve Witkoff, reitera que a Ucrânia e a Europa devem participar em todas as negociações com a Rússia, exigindo simultaneamente a aplicação de um cessar-fogo antes de serem tomadas outras medidas.

A proposta foi apresentada numa reunião com altos funcionários dos EUA no Reino Unido, no sábado, segundo os funcionários.

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