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Bar nos Alpes suíços não era inspecionado há cinco anos antes do incêndio mortal, segundo as autoridades

ARQUIVO: A polícia fecha o bar Le Constellation em Crans-Montana, nos Alpes suíços, a 3 de janeiro de 2026
ARQUIVO: A polícia fecha o bar Le Constellation em Crans-Montana, nos Alpes suíços, a 3 de janeiro de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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As autoridades locais de Crans-Montana admitiram que não realizaram inspeções de segurança e de prevenção de incêndios no bar Le Constellation, onde um incêndio matou 40 pessoas e feriu 116 durante as comemorações de Ano Novo.

As autoridades locais da cidade de Crans-Montana, nos Alpes suíços, afirmaram, na terça-feira, que não realizaram inspeções periódicas de incêndio e segurança nos últimos cinco anos num bar onde um incêndio matou 40 pessoas e feriu outras 116.

"Não foram realizadas inspeções periódicas entre 2020 e 2025. Lamentamos profundamente isso", declarou o presidente da Câmara de Crans-Montana, Nicolas Féraud, numa conferência de imprensa na estância de esqui alpina, cinco dias após a catástrofe ocorrida no bar Le Constellation durante as celebrações do Ano Novo.

Féraud afirmou que não podia explicar imediatamente por que razão as inspeções de segurança não tinham sido realizadas durante tanto tempo. Acrescentou, no entanto, que a autarquia "não tinha qualquer indicação de que as inspeções não tivessem sido feitas", afirmou.

Os investigadores disseram acreditar que as velas pirotécnicas colocadas em cima de garrafas de champanhe provocaram o incêndio durante uma festa de Ano Novo no Le Constellation, ao aproximarem-se demasiado do teto.

As autoridades estão a investigar se o isolamento acústico do teto cumpria os regulamentos e se era permitida a utilização das velas pirotécnicas no bar.

Na conferência de imprensa, Féraud indicou ainda que tinha sido pedido a um perito externo que efetuasse uma análise ao isolamento acústico em setembro passado e que este tinha concluído que o bar cumpria as regras antirruído.

No entanto, o especialista não examinou o estado dos painéis de espuma de isolamento acústico do bar e "se estes eram à prova de fogo", segundo Féraud.

O presidente da Câmara anunciou também a proibição de todos os tipos de fogos de artifício em locais públicos, considerando a decisão "óbvia".

Féraud disse que não renunciará ao cargo e que caberá "aos juízes" decidir se a autarquia será incluída numa investigação criminal sobre o incêndio.

As autoridades suíças abriram um inquérito criminal contra os gerentes do bar. Os dois são suspeitos de homicídio involuntário, lesão corporal involuntária e incêndio involuntário, de acordo com a procuradora-geral do cantão de Valais.

A gravidade das queimaduras dificultou a identificação de algumas vítimas do incêndio que eclodiu na madrugada do dia de Ano Novo, obrigando as famílias a fornecerem amostras de ADN às autoridades.

Os investigadores concluíram a identificação das 40 vítimas mortais no domingo e afirmaram, na segunda-feira, que já tinham os nomes de todas as 116 pessoas que ficaram feridas.

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