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Cidade húngara retira cartazes do governo com autarquia a dizer que não quer "poluição visual"

Espaço coberto para cartazes no centro de Mosonmagyaróvár
Espaço coberto para cartazes no centro de Mosonmagyaróvár Direitos de autor  Euronews
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De Zoltan Siposhegyi
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O presidente da Câmara de Mosonmagyaróvár, Miklós Szabó, diz que os residentes estão satisfeitos com a medida.

Neste inverno, não são apenas as ruas da cidade húngara de Mosonmagyaróvár que estão cobertas de branco. Nos locais onde eram ostentandos cartazes públicos anti-Ucrânia e anti-União Europeia, existe agora uma tela em branco, depois do presidente da Câmara da cidade húngara ter ordenado que os outdoors fossem cobertos.

Segundo Miklós Szabó, os anúncios com bombas e tanques estragam a imagem da cidade e têm um efeito negativo no moral das crianças.

"Quando analisámos o facto de o contrato para o nosso espaço publicitário expirar no final de dezembro, decidimos que, se pudéssemos resolver o problema, não gostaríamos de ver em Mosonmagyaróvár cartazes de guerra e de bombas tão inflamatórios, odiosos e mutuamente depreciativos", disse Miklós Szabó à Euronews.

O município rescindiu o contrato com o anterior prestador de serviços o mais rapidamente possível e o novo concurso já estipulava que só podiam ganhar os concorrentes que não colocassem anúncios políticos em espaços públicos.

Os outdoors foram cobertos durante os dias de férias entre o Natal e a Passagem de Ano.

O novo contrato também beneficiou a cidade finaneiramente. A autarquia aumentou a renda e negociou a construção de quatro paragens de autocarro cobertas.

Independentemente da sua filiação política, os habitantes daquela cidade húngara estão, segundo a autarquia, gratos por não terem de ver anúncios políticos todos os dias.

Nos últimos anos, o governo húngaro tem usado cartazes de campanha para incitar a opinião pública contra a migração, Bruxelas, George Soros ou Volodymyr Zelensky. Mais recentemente, o líder da oposição, Péter Magyar, também apareceu nesses cartazes, retratado como um “agente do Ocidente”.

A retirada dos cartazes pode, no entanto, abrir um precedente.

O presidente da Câmara de Mosonmagyaróvár já foi informado por vários líderes de outras cidades, tanto da oposição ao governo como independentes, que, se possível, também eles iriam cancelar estes contratos de publicidade para que os cartazes divisórios pudessem finalmente ser retirados das suas ruas.

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