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Chipre: "braço direito" do presidente demite-se após vídeo polémico

Palácio Presidencial de Nicósia
Palácio Presidencial de Nicósia Direitos de autor  AP Photo
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De euronews
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Charalambos Charalambous aparece num vídeo com alegações de corrupção no palácio presidencial de Chipre. Nicósia aponta para operação híbrida

Charalambos Charalambous anunciou a sua demissão do cargo de chefe de gabinete do presidente de Chipre, na sequência de um vídeo controverso publicado nas redes sociais que sugere corrupção no Palácio Presidencial.

Através de uma publicação no Facebook, Charalambos Charalambous sustenta que se trata de uma campanha negra.

"Está em curso um esforço direcionado para prejudicar pessoalmente o presidente da República, pôr em causa o governo e ferir a imagem do nosso país", escreveu.

Charalambos Charalambous afirma que cessa funções com um sentimento de orgulho por aquio que foi alcançado nos últimos três anos, em resultado de um trabalho árduo, intenso e sistemático do presidente e do governo.

O vídeo em questão regista, a partir de uma câmara oculta, conversas editadas entre o antigo ministro da Energia George Lakkotrypis, Charalambos Charalambous e George Chrysochos, diretor da Cyfield, com interlocutores que parecem ser investidores neerlandeses no setor da energia.

Entre outras coisas, alegam a existência de contribuições em dinheiro durante a campanha eleitoral do presidente cipriota Christodoulides. São descritas formas de contornar os limites de gastos durante essa campanha através de quantias adicionais.

A certa altura, Charalambous fala alegadamente dos canais de comunicação no palácio presidencial. "Somos os principais contactos aqui no palácio, ao lado do presidente", afirma Charalambous no vídeo.

Recorde-se que, desde a publicação do vídeo polémico, os partidos da oposição têm apelado para o seu afastamento imediato do Palácio Presidencial, tendo o DIKO apresentado igualmente um pedido de demissão.

De acordo com as autoridades cipriotas, o vídeo controverso é uma operação híbrida e uma campanha de desinformação com interferência russa.

A CYPE informa que Nicósia solicitou a assistência de equipas especiais dos EUA, Israel, Inglaterra e França para a investigação, que já está em pleno andamento.

Outras fontes • philenews

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