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Principal hospital da cidade colombiana de Cúcuta triplica de capacidade devido à crise na Venezuela

Pedestres atravessam a fronteira da Venezuela para Villa del Rosario, na Colômbia, dois dias após as forças americanas capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro
Pedestres atravessam a fronteira da Venezuela para Villa del Rosario, na Colômbia, dois dias após as forças americanas capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro Direitos de autor  Santiago Saldarriaga / AP
Direitos de autor Santiago Saldarriaga / AP
De Javier Iniguez De Onzono
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O centro Erasmo Meoz — o único com capacidade para atender casos complexos na região colombiana de Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela — está em alerta amarelo devido à chegada de migrantes e familiares que aguardam a libertação de presos políticos.

Há anos que Cúcuta é a principal porta de entrada entre as duas metades da efémera região da Grande Colômbia. Nos últimos dias, esta cidade tornou-se o lar de dezenas de migrantes venezuelanos que aguardam notícias sobre a libertação dos seus familiares, presos pelo regime chavista. A metrópole tem uma população estimada de 800.000 pessoas e vários hospitais públicos. Mas apenas um deles, o Erasmo Meoz, pode assistir aqueles que migram para esse lado da fronteira.

Este hospital tem uma classificação de grau III: a correspondente aos centros que o governo colombiano considera de referência para cada departamento — neste caso, o de Norte de Santander — e que têm o grau máximo de especialização para casos complexos. Isso é especialmente importante para dar atendimento aos migrantes com quadros complexos após a viagem, ou aos presos políticos que sobreviveram a condições de tortura ou desnutrição.

Os demais hospitais, como o Francisco de Paula ou outros da área metropolitana de Cúcuta (que soma mais 200 mil habitantes), contam apenas com um nível II de especialização, e os seus profissionais realizam apenas práticas de cirurgia geral ou prestam atendimento básico. Por esse motivo, praticamente todos os refugiados do país vizinho são encaminhados para este centro na capital de Norte de Santander.

O Erasmo Meoz é o grande símbolo da pressão sobre os serviços públicos que Cúcuta sofre quando ocorrem este tipo de vagas migratórias. Estima-se que a cidade tenha uma população flutuante de cerca de 75.000 venezuelanos. Enquanto em 2015 atendia apenas cerca de 2.000 venezuelanos, esse número multiplicou-se para 14.000 em 2018.

De acordo com declarações de um elemento do conselho de administração do centro, Mario Galvis, para o canal argentino 'Crónica', o serviço de urgências ultrapassa agora 300% da sua capacidade: muitos dos pacientes permanecem nos corredores à espera de serem atendidos. O hospital conta com 380 camas, das quais cerca de 30% estariam ocupadas por migrantes venezuelanos. No departamento de obstetrícia, essa proporção cresce para metade: 50% das pacientes grávidas são provenientes da Venezuela.

De momento, não existe uma vaga migratória recorde, mas o centro permanece em alerta amarelo caso a situação do outro lado da ponte fronteiriça, a Simón Bolívar, evolua.

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