De Londres a Paris e Berlim, iranianos exilados e cidadãos locais saíram às ruas para pedir o fim da violência contra a população iraniana que entra na terceira semana consecutiva de protestos a nível nacional contra o regime dos aiatolas.
Em várias cidades europeias, iranianos exilados e cidadãos locais uniram-se em solidariedade com os manifestantes alvo de repressão por parte do regime dos aiatolas.
Em Londres, realizou-se um protesto com centenas de pessoas em frente à embaixada iraniana. Um dos manifestantes chegou mesmo a subir à varanda do edifício da embaixada, removendo a bandeira iraniana e substituindo-a pela pré-revolucionária.
A representação diplomática do regime iraniano na capital britânica publicou, mais tarde, uma fotografia na sua conta oficial na rede social X com a bandeira oficial reposta.
Na capital francesa, em Paris, centenas de pessoas reuniram-se numa marcha pacífica em direção à praça do Trocadero, expressando apoio a quem luta contra aquilo que dizem ser o "regime repressivo" de Teerão.
Mais a sul, em Lyon, o ponto de encontro foi a Praça Bellecour no coração da cidade, num cenário idêntico: a multidão levantou bandeiras e cartazes para pedir o fim da violência contra os manifestantes em várias localidades iranianas. Quem aqui se concentrou denunciou o agravamento das condições de vida na República islâmica, insistindo que os iranianos querem liberdade e um novo futuro.
A onda de solidariedade chegou também a Berlim e Haia, onde se denunciou o uso da força letal pelas forças de segurança do regime teocrático iraniano.
Os protestos no Irão começaram há pouco mais de duas semanas, devido à dificuldades causadas pelo colapso da moeda do país, o rial. A taxa de inflação está acima dos 40%, o que fez subir a pique os preços dos alimentos básicos.
Segundo os ativistas, pelo menos 544 manifestantes já foram mortos na sequência das manifestações levadas a cabo nas principais cidades do país.