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Protestos nas principais cidades europeias contra repressão a manifestantes no Irão

Protesto em Paris contra repressão aos manifestantes no Irão
Protesto em Paris contra repressão aos manifestantes no Irão Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
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De Londres a Paris e Berlim, iranianos exilados e cidadãos locais saíram às ruas para pedir o fim da violência contra a população iraniana que entra na terceira semana consecutiva de protestos a nível nacional contra o regime dos aiatolas.

Em várias cidades europeias, iranianos exilados e cidadãos locais uniram-se em solidariedade com os manifestantes alvo de repressão por parte do regime dos aiatolas.

Em Londres, realizou-se um protesto com centenas de pessoas em frente à embaixada iraniana. Um dos manifestantes chegou mesmo a subir à varanda do edifício da embaixada, removendo a bandeira iraniana e substituindo-a pela pré-revolucionária.

A representação diplomática do regime iraniano na capital britânica publicou, mais tarde, uma fotografia na sua conta oficial na rede social X com a bandeira oficial reposta.

Na capital francesa, em Paris, centenas de pessoas reuniram-se numa marcha pacífica em direção à praça do Trocadero, expressando apoio a quem luta contra aquilo que dizem ser o "regime repressivo" de Teerão.

Mais a sul, em Lyon, o ponto de encontro foi a Praça Bellecour no coração da cidade, num cenário idêntico: a multidão levantou bandeiras e cartazes para pedir o fim da violência contra os manifestantes em várias localidades iranianas. Quem aqui se concentrou denunciou o agravamento das condições de vida na República islâmica, insistindo que os iranianos querem liberdade e um novo futuro.

A onda de solidariedade chegou também a Berlim e Haia, onde se denunciou o uso da força letal pelas forças de segurança do regime teocrático iraniano.

Os protestos no Irão começaram há pouco mais de duas semanas, devido à dificuldades causadas pelo colapso da moeda do país, o rial. A taxa de inflação está acima dos 40%, o que fez subir a pique os preços dos alimentos básicos.

Segundo os ativistas, pelo menos 544 manifestantes já foram mortos na sequência das manifestações levadas a cabo nas principais cidades do país.

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