Ministério do Interior declarou em comunicado que aqueles que cometeram atrocidades na Ucrânia "não têm lugar no mundo livre".
A Estónia anunciou na terça-feira que proibiu a entrada no país de 261 russos que combateram na Ucrânia, prometendo que era "apenas o começo".
O Ministério do Interior declarou em comunicado que aqueles que cometeram atrocidades na Ucrânia "não têm lugar no mundo livre".
A Estónia, que faz fronteira com a Rússia, há meses que defende a proibição de vistos para os russos veteranos da guerra da Ucrânia em toda a Europa, tendo obtido o apoio dos países bálticos e nórdicos.
O ministério estima que cerca de 1,5 milhões de russos tenham participado na invasão em grande escala, cerca de metade dos quais serviram na linha da frente.
O Ministro do Interior, Igor Taro, afirmou que a ameaça representada "não é teórica", acrescentando que os russos têm "experiência de combate e treino militar e podem, muitas vezes, ter antecedentes criminais".
A proibição foi formalmente implementada na semana passada, de acordo com o ministério, e anunciada nas redes sociais pelos funcionários na segunda-feira.
"Isto é apenas o começo", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros Markus Tsahkna no X na segunda-feira, acrescentando: "Apelamos a outros países para que façam o mesmo".
"Garantir a responsabilização pelos crimes de guerra e salvaguardar a segurança da Europa é essencial para uma paz justa e duradoura", escreveu a primeira-ministra Kristen Michal no X.
A medida foi elogiada na segunda-feira pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrij Sybiga, que considerou a proibição de entrada uma "medida de segurança necessária" e "um sinal claro de que a impunidade não será tolerada" no X.
A proibição de entrada do pessoal dos serviços russos ocorre no mesmo dia em que um observatório das Nações Unidas afirmou que o ano passado foi o mais mortífero para os civis na Ucrânia desde 2002, ano em que a Rússia invadiu o país.
Pelo menos 2.514 civis foram mortos e 12.142 ficaram feridos devido à violência relacionada com a guerra na Ucrânia no ano passado, o que representa um aumento de 31% das vítimas em relação a 2024 e de 70% em relação a 2023, afirmou a Missão de Observação dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia (HRMMU).
De acordo com a missão, 97% das vítimas que verificou em 2025 ocorreram em território controlado pelo governo ucraniano devido a ataques lançados pelas forças armadas russas.
"A nossa monitorização mostra que esse aumento foi impulsionado não apenas pela intensificação das hostilidades ao longo da linha de frente, mas também pelo uso expandido de armas de longo alcance, que expôs civis em todo o país a um risco maior", disse Danielle Bell, líder da HRMMU.