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Em direto. Israel volta a atacar Irão e Líbano. EUA alertam para intensificação dos bombardeamentos

Guerra de EUA e Israel contra o Irão
Guerra de EUA e Israel contra o Irão Direitos de autor  AP Photo/Vahid Salemi
Direitos de autor AP Photo/Vahid Salemi
De Ema Gil Pires
Publicado a Últimas notícias
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Ao sétimo dia de conflito, reportam-se novos ataques israelitas contra o Líbano, durante a noite, numa altura em que Irão e Israel continuam a visar-se mutuamente. Já Washington alerta para uma intensificação dos bombardeamentos.

Numa altura em que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão entra no seu sétimo dia, Telavive anunciou ter dado início a uma nova "vaga de ataques em larga escala" contra infraestruturas-chave iranianas. Teerão, por sua vez, continua com as ações de retaliação, visando principalmente países vizinhos que albergam bases norte-americanas.

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Mas a guerra tem vindo a alastrar-se igualmente para outros pontos da região. Vários estados do Golfo Pérsico, nomeadamente, têm vindo a anunciar a interceção de mísseis e drones enviados por Teerão, ao passo que, no Líbano, as infraestruturas do Hezbollah continuam a ser alvo de intensos bombardeamentos.

No que diz respeito a Portugal, o país foi um dos 15 Estados-membros da União Europeia que ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriamento de cidadãos lusos que ainda se encontrem em países do Médio Oriente, num momento em que o conflito continua sem fim à vista.

Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha estimado que as operações militares poderiam durar "entre quatro a cinco semanas", embora tenha ameaçado que o seu exército tem a capacidade para continuar a guerra por muito mais tempo.

Acompanhe os mais recentes desenvolvimentos sobre o conflito no live blog que se segue.

Donald Trump diz que invadir o Irão seria "uma perda de tempo"

Donald Trump, em declarações à NBC News, descartou ser necessário levar a cabo uma invasão terrestre ao Irão neste momento, considerando que tal seria uma "perda de tempo".

"É uma perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a sua marinha. Perderam tudo o que podiam perder", referiu o presidente norte-americano, reforçando, no entanto, que as suas forças no Médio Oriente dispõem dos recursos de que precisam para prosseguir com os ataques aéreos. "Temos munições em grande quantidade, algo que as pessoas não compreenderam. Temos mais do que nunca. Temos muitas noutros países."

Trump voltou a insistir no que diz ser a necessidade de instituir um novo regime em Teerão: "Queremos que eles tenham um bom líder. Temos algumas pessoas que, penso eu, fariam um bom trabalho."

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Europa deve intensificar produção de sistemas de defesa aérea, diz comissário da Defesa

Andrius Kubilius, comissário europeu responsável pela pasta da Defesa, considerou que o conflito em curso no Médio Oriente tornou "muito claro que a Europa deve aumentar a produção de mísseis de defesa aérea e antibalísticos". As declarações foram proferidas durante uma conferência de imprensa conjunta com o vice-primeiro-ministro polaco, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, citada pela agência Reuters.

E destacou ainda: "Os norte-americanos não serão capazes de fornecer o suficiente aos países do Golfo, às suas próprias forças e à Ucrânia."

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Coreia do Sul receberá seis milhões de barris de petróleo bruto em acordo com Emirados Árabes Unidos

A Coreia do Sul anunciou ter chegado a um acordo com os Emirados Árabes Unidos para a compra de seis milhões de barris de petróleo bruto, com o objetivo de estabilizar os aumentos nos preços da energia provocados pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irão.

Os ataques retaliatórios do Irão tiveram como alvo vários Estados do Golfo, incluindo o Bahrein, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, e perturbaram uma das regiões com maior produção e exportação de petróleo e gás do mundo, provocando receios de crises energéticas globais.

No Qatar, os ataques iranianos tiveram como alvo as instalações de produção de gás no norte do país, levando Doha a suspender totalmente a liquefação de gás para reparar os danos sofridos, e alertou que o processo poderá demorar semanas a reiniciar e a regressar aos níveis normais de produção e exportação.

Kang Hoon-sik, chefe de gabinete do presidente sul-coreano Lee Jae Myung, referiu, numa conferência de imprensa na sexta-feira, que os abastecimentos de emergência têm como objetivo conter os custos dos combustíveis, que dispararam esta semana.

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Pelo menos 123 mortos no Líbano desde o início da semana

O número de mortos nos ataques israelitas ao Líbano, ao longo desta semana, é de, pelo menos, 123 pessoas, segundo informação avançada pelo Ministério da Saúde Pública libanês, citado pela Al Jazeera. Há ainda registo de 683 feridos na sequência das investidas que visaram o país.

Os dados avançados pelas autoridades de cada país davam ainda conta, até ao final do dia de quinta-feira, de mais de 1.230 mortos no Irão e 11 em Israel, com perto de duas dezenas de vítimas mortais reportadas na globalidade dos países do Golfo também afetados pela guerra.

No entanto, esta sexta-feira, o vice-governador da província iraniana de Fars, Jalil Hasani, anunciou que os últimos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país mataram mais 20 pessoas e feriram 30 na cidade de Shiraz.

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Teerão lança nova vaga de investidas retaliatórias contra Israel, reporta meio de comunicação iraniano

A agência de notícias iraniana ISNA informou, na sexta-feira, que Teerão lançou uma nova vaga de mísseis e drones contra Israel, em retaliação aos ataques contínuos que têm sido levados a cabo contra Teerão.

A agência não citou fontes nem forneceu detalhes sobre os tipos, e as quantidades, de mísseis utilizados, mas avisou que mais bombardeamentos serão realizados ao longo do dia. 

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Chegam a Lisboa os primeiros passageiros dos voos de repatriamento

Chegou pelas 5:00 desta madrugada, ao Aeroporto de Figo Maduro, o primeiro de dois voos no âmbito da operação de repatriamento conduzida pelas autoridades portuguesas, segundo uma notícia da agência Lusa que cita, também, informações do Now.

No avião militar C-130 que já chegou ao território nacional, com partida de Omã, seguiam 39 passageiros, 24 deles portugueses. Os restantes são de nacionalidade francesa, grega, brasileira e israelita.

Está ainda prevista, para as 10:00, a chegada de um voo fretado à TAP com 147 passageiros a bordo, 139 deles cidadãos nacionais e os outros estrangeiros, provenientes da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Peru.

Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, revelou também, em declarações aos jornalistas no local, que o Governo está a ponderar a eventual realização de mais um voo de repatriamento de cidadãos nacionais, que deverá partir da Arábia Saudita.

Sobre o tema, detalhou: "Estamos a ponderar todas as formas de podermos ajudar. Poderá ser através de um outro voo, que vamos pôr a hipótese de organizar, ou através de um outro voo de um país europeu."

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Azerbaijão coloca exército em "prontidão total para combate", informa presidente

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, decidiu colocar o exército do país em "prontidão total para combate" na quinta-feira, com as forças armadas do país a terem sido "instruídas a preparar e implementar medidas de resposta" depois de drones de Teerão terem atacado o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Nakhchivan, no Azerbaijão, e uma escola, ferindo quatro civis.

Presidindo o Conselho de Segurança do Azerbaijão na quinta-feira, Aliyev exigiu que o Irão se desculpasse e explicasse o incidente, apelando para que "os autores deste ato terrorista fossem responsabilizados criminalmente".

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Embaixador do Irão à Euronews: Portugal mostra "inconsistência e ambiguidade"

O uso pelos Estados Unidos (EUA) da base militar das Lajes, nos Açores, na antecâmara da guerra no Médio Oriente, desencadeada no último sábado, tornou-se uma questão controversa em Portugal, criando fricção entre as autoridades portuguesas e a representação diplomática do Irão em Lisboa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, explicou que, até ao dia anterior ao início da ofensiva, foi aplicado o regime da autorização anual permanente, e que, consumada a intervenção militar, Washington continuou a poder recorrer às instalações açorianas, mas sob determinadas condições.

Em entrevista por escrito à Euronews, o embaixador iraniano em Portugal critica a "inconsistência e ambiguidade" da posição portuguesa e revela não ter recebido resposta do governo à nota diplomática oficial que emitiu.

Majid Tafreshi avisa que a Europa se arrisca a perder "credibilidade", no seguimento do apelo da presidente da Comissão Europeia para uma mudança de regime, e garante que o Irão vai exercer o "direito legítimo de autodefesa" até que o conflito termine.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

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Conselho de liderança iraniano esteve reunido, segundo os media estatais

A televisão estatal iraniana informou, esta sexta-feira, que um conselho de liderança do país se reuniu para discutir como realizar um encontro da Assembleia de Peritos do país, que selecionará o novo líder supremo da nação.

O conselho de liderança em questão inclui o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do poder judiciário Gholam Hossein Mohseni Ejehi e o clérigo aiatola Ali Reza Arafi.

O comunicado não forneceu um prazo estimado para a seleção do líder supremo, nem informações sobre se a Assembleia de Peritos se reuniria presencialmente ou remotamente para realizar a votação.

Edifícios associados à Assembleia de Peritos, um painel clerical de 88 membros, foram atacados durante a campanha militar dos EUA e de Israel.

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Novos ataques israelitas contra o Líbano durante a noite, segundo as IDF

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, esta sexta-feira, ter levado a cabo mais 26 ataques aéreos contra infraestruturas do Hezbollah na zona de Dahieh, no sul de Beirute, no Líbano. Isto depois do exército de Telavive ter emitido ordens de evacuação para as populações residentes nos subúrbios dessa região.

Entre os alvos das forças israelitas estariam um centro de comando e uma instalação de armazenamento de drones que estariam a ser usados para visar Israel.

Em resposta, segundo está a ser avançado pela Al Jazeera, o Hezbollah anunciou ter atingido um grupo de veículos militares israelitas que seguiam em direção à cidade de Khiyam, no sul do Líbano.



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Mais de 30 navios iranianos afundados até agora, dizem os EUA

Na madrugada desta sexta-feira, a Marinha dos EUA informou que afundou já mais de trinta navios iranianos até ao momento, incluindo um porta-drones iraniano que foi atingido na noite de quinta-feira, no contexto da sua campanha implacável contra a frota de navios de guerra da República Islâmica.

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central e comandante das forças norte-americanas no Médio Oriente , descreveu o porta-drones iraniano atingido no mar como, "aproximadamente, do tamanho de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial".

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EUA e Israel prosseguem com ataques a Teerão; Irão responde

Numa altura em que a guerra entra já no seu sétimo dia, houve relatos de novas explosões em Teerão durante a madrugada. Isto depois de Israel ter anunciado uma nova vaga de ataques contra a capital iraniana, com vista a atingir a "infraestrutura do regime". No entanto, algumas áreas residenciais, bem como as imediações da Universidade de Teerão, também foram atingidas.

Por outro lado, segundo reporta a Al Jazeera, com base em informação avançada pela Agência de Notícias Fars, a retaliação levada a cabo pelas forças iranianas também continua. Durante a noite, registaram-se bombardeamentos na capital do Bahrein, Manama, que visaram o complexo comercial Financial Harbour, onde está sediada a embaixada israelita.

Já o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central e comandante das forças norte-americanas no Médio Oriente, informou que os EUA lançaram dezenas de bombas sobre lançadores de mísseis balísticos que estariam profundamente enterrados em território iraniano.

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Estados do Golfo intercetam mísseis de retaliação do Irão

Vários países do Golfo Pérsico anunciaram a interceção, durante a madrugada desta sexta-feira, de vários mísseis iranianos, os quais têm vindo a visar, em particular, instalações militares dos Estados Unidos nos seus territórios.

É o caso do Kuwait, cujo exército, por via de uma publicação no X, informou que as suas defesas aéreas estavam a trabalhar para intercetar "ataques hostis com mísseis e drones".

Já a Arábia Saudita diz ter destruído três drones que sobrevoavam as áreas orientais de Riade, capital do país, e um outro a nordeste da mesma cidade, alguns minutos depois. O Ministério da Defesa nacional acrescentou ainda que intercetou um míssil de cruzeiro sobre a cidade de Kharj.

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