O preço do petróleo voltou a subir esta semana, estando acima dos 100 dólares por barril.
O petróleo russo no mar vai ficar fora da lista de sanções dos EUA durante cerca de um mês. A decisão da administração Trump foi motivada pela queda dos preços do petróleo, mas é surpreendente porque o alívio temporário das sanções sobre o petróleo da Rússia vai contra os esforços para acabar com a guerra Rússia-Ucrânia, o que poderia contribuir para aumentar os cofres de guerra da Rússia através da venda das suas reservas de petróleo.
A decisão de de Washington foi anunciada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, que escreveu na rede social X que o alívio das sanções só se aplica ao petróleo no mar, acrescentando que acredita que não significa muito dinheiro para o governo russo. De acordo com o comunicado do ministério, o petróleo russo "flutuante", do qual existiam 124 milhões de barris a 12 de março, segundo a CNBC, pode ser comprado até 11 de abril.
No terceiro dia de guerra, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Arábico ao Oceano Índico e por onde passa um quinto do comércio mundial de gás e petróleo, devido à ofensiva israelo-americana. O bloqueio fez disparar o preço do petróleo e do gás natural.
O preço do petróleo Brent subiu entretanto acima dos 100 dólares por barril, o preço mais elevado desde 2022. Os preços do petróleo disparaam na segunda-feira da semana passada, o terceiro dia da guerra no Irão, com os analistas a dizerem que novos aumentos dependerão da escala e da duração da guerra, com alguns a não excluírem um preço de 115-120 dólares por barril.
A Agência Internacional de Energia (AIEA), com 32 membros, libertou 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas devido à guerra, uma medida que, segundo o comissário económico da União Europeia, poderá trazer alguma estabilidade.