A Marinha mexicana encontrou no sábado o Friendship e o Tigermoth, desaparecidos desde 21 de março com nove tripulantes a bordo, 80 milhas náuticas a noroeste de Havana. Um navio já está a caminho da zona.
O Ministério da Marinha do México (Semar) confirmou no sábado que um avião da marinha encontrou os dois veleiros catamarã que estavam desaparecidos desde 21 de março, quando zarparam de Isla Mujeres com destino a Havana.
As embarcações foram localizadas a 80 milhas náuticas a noroeste da capital cubana. Segundo a instituição, as comunicações via rádio já estão a ser mantidas e um navio está a caminho da zona para prestar apoio.
O Semar não informou sobre o estado de saúde dos nove tripulantes, sendo quatro pessoas no Friendship e cinco no Tigermoth: seis homens, duas mulheres e uma criança de três anos, de diferentes nacionalidades.
Parte de um comboio de ajuda humanitária
Os dois veleiros eram os últimos navios da delegação mexicana do comboio "Nossa América", uma iniciativa que visava levar ajuda a Cuba num momento de grave deterioração económica e no contexto do embargo petrolífero dos EUA. No total, o comboio transportava cerca de 30 toneladas de material: alimentos, medicamentos, produtos de higiene e painéis solares.
A sua chegada estava prevista para 24 e 25 de março. Um cargueiro que também fazia parte da expedição atracou em Cuba na terça-feira, mas os dois navios mais pequenos perderam o contacto no mar. Foi nessa altura que a marinha iniciou as buscas.
Uma operação coordenada a nível internacional
Na quinta-feira, 26 de março, o Semar activou formalmente o plano de busca e salvamento. Desde então, a instituição tem coordenado o seu trabalho com os Centros de Salvamento Marítimo da Polónia, França, Cuba e Estados Unidos, países de origem da tripulação, com o objetivo de partilhar informações em tempo real.
A Presidente Claudia Sheinbaum abordou o caso na sexta-feira, durante a sua conferência de imprensa, e confirmou que os membros da tripulação, identificados como activistas, tinham perdido a comunicação em alto-mar. "Ela tinha contacto com eles e, passadas algumas horas, deixou de ter contacto", explicou, referindo-se ao navio da marinha que monitorizava a rota.
O Semar confirmou a localização dos navios e o contacto via rádio, mas não forneceu informações sobre o estado físico das pessoas a bordo ou as causas da perda de comunicação que durou uma semana. O navio que se dirige para a zona será o primeiro a fornecer um relato mais completo da situação.