Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Negociações de paz com o Irão estão em curso e a progredir bem, afirma a Casa Branca

Vista dos danos num centro de serviço automóvel em Teerão, 28 de março de 2026
Vista dos danos num centro de serviço automóvel em Teerão, 28 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

As declarações surgiram no mesmo dia em que o presidente Donald Trump ameaçou destruir a Ilha de Kharg, centro de exportação de petróleo do Irão, bem como outros poços de petróleo e centrais elétricas, caso o país não concorde com um acordo para pôr fim à guerra em breve.

As conversações de paz com o Irão estão em curso e a progredir bem, e o que Teerão afirma publicamente difere do que transmite aos responsáveis norte-americanos em reuniões privadas, afirmou a Casa Branca na segunda-feira.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

"Apesar de toda a postura pública que se ouve por parte do regime e das notícias falsas, as negociações prosseguem e estão a correr bem. O que é dito publicamente é, evidentemente, muito diferente do que nos é comunicado em privado", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, numa conferência de imprensa.

A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, referiu também que o presidente Donald Trump estava interessado em pedir aos países árabes que pagassem os custos da guerra contra o Irão, mas não deu mais pormenores sobre essa proposta, acrescentando que pensa que o próprio Trump teria mais a dizer sobre o assunto.

Os comentários de Leavitt sobre o estado das conversações de paz ecoam os do secretário de Estado Marco Rubio, que disse na segunda-feira que os Estados Unidos tinham recebido mensagens positivas em privado.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, fala com os jornalistas na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, 30 de março de 2026
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, fala com os jornalistas na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, 30 de março de 2026 AP Photo

Rubio indicou que existem "fraturas" internas na República Islâmica e que os Estados Unidos esperam que figuras com "poder de concretização" assumam o comando.

"Estamos esperançosos de que seja esse o caso", disse Rubio ao programa "Good Morning America", da ABC News.

"Há claramente pessoas a falar connosco de uma forma que os anteriores responsáveis do Irão não falavam no passado, algumas das coisas que estão dispostas a fazer", afirmou.

No entanto, Rubio também denunciou a República Islâmica em termos gerais, insistindo que a guerra tinha como objetivo acabar com a sua capacidade de fabrico de armas nucleares, algo que o presidente Donald Trump afirmou ter conseguido durante um ataque no ano passado.

"Estas pessoas são lunáticas, são loucas, são fanáticos religiosos que nunca poderão possuir uma arma nuclear porque têm uma visão apocalíptica do futuro", indicou Rubio.

Uma mulher olha para o local de um ataque que atingiu um edifício residencial em Teerão, 28 de março de 2026
Uma mulher olha para o local de um ataque que atingiu um edifício residencial em Teerão, 28 de março de 2026 AP Photo

O Irão nega estar a procurar uma arma nuclear e a agência de controlo nuclear da ONU afirmou que não havia qualquer bomba iminente.

Os comentários de Rubio surgiram no mesmo dia em que o presidente Donald Trump ameaçou destruir o centro de exportação de petróleo do Irão, na Ilha de Kharg, e outros poços de petróleo e centrais elétricas, caso o país não concorde com um acordo para pôr fim à guerra em breve.

Ameaças de Trump

Trump escreveu na sua rede social Truth Social que os Estados Unidos estão em "discussões sérias" com "um regime mais razoável" em Teerão.

"Foram feitos grandes progressos mas, se por qualquer razão não se chegar a um acordo em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto ao tráfego', concluiremos a nossa adorável 'estadia' no Irão fazendo explodir e obliterando completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as centrais de dessalinização), que propositadamente ainda não 'tocámos'", escreveu Trump.

A Ilha de Kharg, a 24 quilómetros da costa do Irão, no norte do Golfo Pérsico, é fundamental para as exportações de petróleo e a economia do país.

Uma captura de ecrã da conta de Donald Trump na Truth Social, 30 de março de 2026
Uma captura de ecrã da conta de Donald Trump na Truth Social, 30 de março de 2026 @realDonaldTrump

Qualquer ataque às suas infraestruturas energéticas poderia também ter graves consequências para os mercados globais de petróleo, que já se encontram à beira do colapso.

Cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irão saem do país através da ilha, grande parte do qual se destina à China e a outros mercados asiáticos.

A Ilha de Kharg é relativamente pequena - com cerca de 8 quilómetros de comprimento e 4 a 5 quilómetros de largura - mas alberga uma extensa infraestrutura, incluindo tanques de armazenamento, oleodutos e terminais de carregamento offshore.

Os terminais da ilha têm capacidade para carregar cerca de 1,3 a 1,6 milhões de barris de crude por dia, graças ao acesso a águas profundas que permite a atracagem de petroleiros de grande porte.

Outras fontes • AP, AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Espanha fecha o seu espaço aéreo a todos aviões americanos envolvidos na guerra do Irão

Netanyahu afirma que objetivos da guerra contra o Irão foram alcançados, enquanto ataques continuam no Médio Oriente

Negociações de paz com o Irão estão em curso e a progredir bem, afirma a Casa Branca