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Israel pronto para "voltar à batalha a qualquer momento" contra o Irão, diz Netanyahu

Captura de ecrã da conta X do discurso televisivo do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, 8 de abril de 2026
Captura de ecrã da conta X do discurso televisivo do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, 8 de abril de 2026 Direitos de autor  @netanyahu
Direitos de autor @netanyahu
De Gavin Blackburn
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Num discurso transmitido pela televisão, Netanyahu também respondeu aos líderes da oposição que o criticaram por ter concordado com a trégua antes de Israel ter atingido os seus objetivos na guerra.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou na quarta-feira que Israel continua preparado para enfrentar o Irão, se necessário, apesar das tréguas alcançadas entre Teerão e Washington.

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"Deixem-me ser claro: ainda temos objetivos a cumprir e vamos atingi-los, quer através de um acordo, quer através de novos combates", disse Netanyahu numa declaração transmitida pela televisão.

"Estamos preparados para voltar ao combate a qualquer momento que seja necessário. O nosso dedo continua no gatilho. Este não é o fim da campanha, mas um passo no caminho para alcançar todos os nossos objetivos".

"O Irão entra nesta pausa abatido, mais fraco do que nunca."

Netanyahu também respondeu aos líderes da oposição que o criticaram por ter concordado com a trégua antes de Israel ter atingido os seus objetivos na guerra.

Trabalhadores removem destroços no complexo da Universidade de Tecnologia Sharif de Teerão, que as autoridades iranianas dizem ter sido atingido por um ataque israelo-americano em Teerão, 6 de abril de 2026
Trabalhadores retiram destroços do complexo da Universidade de Tecnologia Sharif de Teerão, que as autoridades iranianas dizem ter sido atingido por um ataque israelo-americano, em Teerão, 6 de abril de 2026 AP Photo

"Como sabem, ontem à noite entrou em vigor um cessar-fogo temporário de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, em plena coordenação com Israel", afirmou Netanyahu numa declaração transmitida pela televisão.

"Não, não ficámos surpreendidos no último momento", acrescentou.

Yair Lapid, principal figura da oposição israelita, considerou a trégua um "desastre diplomático" para Israel, afirmando que Netanyahu não conseguiu atingir os objetivos do país.

Netanyahu definiu a eliminação ou, pelo menos, a degradação do programa nuclear iraniano como um objetivo central da guerra, descrevendo-o como uma "ameaça existencial" para Israel.

Também apelou à degradação das capacidades de mísseis balísticos do Irão, ao enfraquecimento ou potencial derrube do regime iraniano e à redução da influência regional de Teerão, visando a sua rede de grupos aliados.

Na sua declaração transmitida pela televisão, Netanyahu falou dos êxitos da guerra.

"Destruímos não só os mísseis existentes, mas também as fábricas que os produzem. O Irão está agora a disparar o que resta do seu arsenal e esse arsenal está a diminuir constantemente", afirmou.

"O programa nuclear iraniano foi gravemente danificado, tendo sido destruídas as infraestruturas críticas e as instalações de centrifugação", afirmou, acrescentando que Israel iria assegurar que o urânio enriquecido fosse retirado do Irão.

"A campanha também atingiu as siderurgias, os complexos petroquímicos e as infraestruturas de transporte do Irão.

"Desferimos um duro golpe no aparelho de repressão do regime. Eliminámos milhares dos seus agentes e demonstrámos que podemos chegar até eles em qualquer lugar", afirmou o primeiro-ministro.

Manifestantes iranianos pró-governo queimam as bandeiras dos EUA e de Israel em Teerão, 8 de abril de 2026
Manifestantes iranianos pró-governamentais queimam as bandeiras dos EUA e de Israel em Teerão, 8 de abril de 2026 AP Photo

Netanyahu saudou igualmente a cooperação de Israel com os Estados Unidos durante a guerra.

"Juntos, lançámos uma operação histórica, a maior que o Médio Oriente alguma vez viu", afirmou.

"Esta parceria entre Israel e os Estados Unidos contra o nosso maior inimigo também não tem precedentes."

Outras fontes • AFP

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