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Novo modelo da OpenAI para investigação em ciências da vida: GPT-Rosalind

ARQUIVO – O logótipo da OpenAI é exibido num telemóvel em frente a um ecrã com respostas do ChatGPT, em 21 de março de 2023, em Boston. (AP Photo/Michael Dwyer, Arquivo)
ARQUIVO - Logótipo da OpenAI num telemóvel perante um ecrã com resultados do ChatGPT, 21 de março de 2023, Boston. (Foto AP/Michael Dwyer, Arquivo) Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Marta Iraola Iribarren
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O modelo GPT-Rosalind foi concebido para acelerar a investigação biológica e a descoberta de novos medicamentos.

OpenAI lançou um novo modelo de inteligência artificial concebido para apoiar a investigação em biologia, descoberta de fármacos e medicina translacional.

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A nova ferramenta, denominada GPT‑Rosalind, recebeu o nome de Rosalind Franklin, cientista britânica conhecida sobretudo pelo seu papel na descoberta da estrutura do ADN.

A série de modelos GPT‑Rosalind para as ciências da vida foi desenvolvida para o trabalho científico moderno com base em evidência publicada, dados, ferramentas e experiências, anunciou a empresa na sexta‑feira.

A OpenAI tem vindo a dedicar cada vez mais atenção à saúde e à investigação médica, desenvolvendo novos grandes modelos de linguagem e estabelecendo parcerias com farmacêuticas internacionais.

Trata‑se de um domínio que a inteligência artificial já está a transformar, ajudando investigadores e empresas farmacêuticas a identificarem mais depressa compostos promissores e a acelerar o percurso que vai da investigação à utilização clínica.

O progresso nas ciências da vida é limitado não só pela dificuldade da própria ciência, mas também pela complexidade dos fluxos de trabalho de investigação, referiu a OpenAI.

“Acreditamos que sistemas avançados de IA podem ajudar os investigadores a percorrer estes fluxos de trabalho mais depressa, não apenas tornando o trabalho existente mais eficiente, mas também ajudando os cientistas a explorarem mais possibilidades, a revelarem ligações que de outra forma poderiam passar despercebidas e a chegarem mais cedo a melhores hipóteses”, escreveu a empresa.

A OpenAI afirmou que o modelo apresenta o melhor desempenho em tarefas que exigem raciocínio sobre moléculas, proteínas, genes, vias biológicas e processos biológicos relevantes para doenças.

A empresa indicou ainda que o modelo é mais eficaz a utilizar ferramentas científicas e bases de dados em fluxos de trabalho com vários passos, como a revisão da literatura, a interpretação da relação sequência‑função, o planeamento experimental e a análise de dados.

Após este primeiro lançamento da série de modelos GPT‑Rosalind para as ciências da vida, a OpenAI adiantou que continuará a expandir as capacidades de raciocínio bioquímico do modelo em fluxos de trabalho científicos de longo prazo e com forte utilização de ferramentas.

“Vemo‑lo como o início de um compromisso de longo prazo para desenvolver IA capaz de acelerar a descoberta científica em áreas que são cruciais para a sociedade, desde a saúde humana até à investigação biológica em sentido mais lato”, lê‑se no anúncio.

Para quem se destina?

A OpenAI afirmou que está a trabalhar com empresas de biotecnologia e farmacêuticas, bem como com centros de investigação como a Amgen, a Moderna, o Instituto Allen e a Thermo Fisher Scientific, para aplicar o GPT‑Rosalind a fluxos de trabalho que acelerem a investigação e a descoberta.

“O GPT‑Rosalind representa um passo importante para ajudar as equipas científicas a utilizarem IA avançada para raciocinar sobre evidência biológica, dados e fluxos de trabalho complexos”, afirmou Stéphane Bancel, diretor‑executivo da Moderna.

“Na Moderna, já estamos a ver como consegue sintetizar dados complexos e transformar essas informações em fluxos de trabalho experimentais, com potencial para acelerar o ritmo da I&D”, acrescentou.

Aposta crescente na ciência apoiada em IA

Em 14 de abril, a OpenAI anunciou uma parceria com a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk para “ajudar a empresa a disponibilizar mais rapidamente novas e melhores opções de tratamento aos doentes”.

“A IA está a transformar setores inteiros e, nas ciências da vida, pode ajudar as pessoas a viverem melhor e durante mais tempo”, afirmou Sam Altman, diretor‑executivo da OpenAI.

Os programas‑piloto serão lançados nas áreas de investigação e desenvolvimento (I&D), produção e operações comerciais, com o objetivo de estarem totalmente integrados até ao final do ano.

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