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Português detido em Singapura corre risco de pena de morte: teria na sua posse 36 quilos de canábis

Aeroporto de Changi, Singapura
Aeroporto de Changi, Singapura Direitos de autor  Yong Teck Lim/AP
Direitos de autor Yong Teck Lim/AP
De Ema Gil Pires
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Em Singapura, quem importar ou exportar "mais de 500 gramas de canábis pode enfrentar a pena de morte", relata a Autoridade de Imigração e Postos de Controlo (ICA) do país no comunicado em que reporta a detenção.

Um cidadão português foi detido pelas autoridades de Singapura "por tentar contrabandear cerca de 36,3 kg de canábis" para o país, segundo informou a Autoridade de Imigração e Postos de Controlo (ICA) local, por via de um comunicado de imprensa publicado no seu site na quarta-feira.

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A entidade detalha que este homem de 25 anos foi intercetado pelas forças competentes no Terminal 2 do Aeroporto de Changi. Terá chegado a Singapura "a 14 de abril de 2026", com partida já agendada "para o dia seguinte".

Na noite em que deu entrada no país, o suspeito foi submetido a "verificações adicionais por parte de agentes da unidade canina da Polícia de Singapura (SPF)", que estava a desempenhar funções no referido terminal aeroportuário. Foram depois identificados "vários pacotes que se suspeitava que contivessem droga" na bagagem deste cidadão português, reporta ainda a Autoridade de Imigração e Postos de Controlo.

Nos cerca de "68 pacotes" que este homem levava consigo, posteriormente contabilizados, verificou-se depois que, no seu interior, havia "cerca de 36,3 kg de canábis".

A Autoridade de Imigração e Postos de Controlo destaca também que as "investigações estão em curso", de modo a apurar mais detalhes sobre o contexto do transporte do produto estupefaciente. E recordando que, no âmbito da Lei sobre o Uso Indevido de Drogas de 1973, em vigor em Singapura, "quem importar para Singapura ou exportar de Singapura mais de 500 gramas de canábis pode enfrentar a pena de morte".

Só este ano, foram executadas oito pessoas na cidade-estado por crimes relacionados com narcóticos, segundo dados avançados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, anteriormente citados pela Euronews. No ano passado, das 17 pessoas que tinham sido condenadas à pena capital, 15 delas inseriam-se na mesma tipologia de crime.

Isto depois de se terem registado 25 execuções em 2023 e 2024, sendo apenas uma delas não relacionada com estupefacientes.

Na mensagem atribuída ao alto comissário, Volker Türk, que foi partilhada nas redes sociais, manifesta-se a condenação face ao que é descrito como "o aumento contínuo de execuções por crimes relacionados com drogas" em Singapura, um dado que considerou ser "extremamente alarmante".

O Alto Comissariado salienta ainda que a "pena de morte é fundamentalmente incompatível com a dignidade humana e o direito à vida", apelando a "todos os Estados que ainda realizam execuções a impor uma suspensão", enquanto "passo crítico em direção à abolição legal completa dessa prática desumana".

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