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Irlanda do Norte: Novo IRA suspeito de novo atentado com carro armadilhado

Investigadores forenses inspeccionam os restos de um carro armadilhado que explodiu no exterior da esquadra de polícia de Dunmurry, no sul de Belfast, no domingo, 26 de abril de 2026. (AP Photo/Peter Morrison
Investigadores forenses inspeccionam os restos de um carro armadilhado que explodiu no exterior da esquadra de polícia de Dunmurry, no sul de Belfast, no domingo, 26 de abril de 2026. (AP Photo/Peter Morrison Direitos de autor  AP Photo
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De Jerry Fisayo-Bambi com AFP
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Ataque noturno não fez vítimas mortais. As autoridades estão, agora, a investigar o caso.

A polícia da Irlanda do Norte disse, no domingo, que suspeita que republicanos irlandeses dissidentes estão por detrás de um atentado com um carro armadilhado, que explodiu, durante a noite de sábado, junto a uma esquardra da polícia perto de Belfast.

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De acordo com o Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), embora não tenha havido vítimas mortais, dois bebés encontravam-se entre os residentes retirados após a explosão em Dunmurry, a sudoeste da capital da Irlanda do Norte.

O carro armadilhado explodiu depois de um "dispositivo do tipo botija de gás" ter sido colocado no carro sequestrado de um motorista de entregas e conduzido até ao local, segundo a polícia.

O ataque seguiu-se a uma tentativa de atentado semelhante a 30 de março, quando o engenho não explodiu no exterior de uma esquadra de polícia na cidade vizinha de Lurgan, tendo o grupo paramilitar Novo IRA reivindicado a responsabilidade pelo ataque.

Situação em Dunmurry, na Irlanda do Norte, após relatos da explosão junto à esquadra da polícia, domingo, 26 de abril de 2026. (Niall Carson/PA via AP)
Situação em Dunmurry, na Irlanda do Norte, após relatos da explosão junto à esquadra da polícia, domingo, 26 de abril de 2026. (Niall Carson/PA via AP) Niall Carson/AP

"Existem muitas semelhanças entre os dois incidentes e... a nossa hipótese inicial é que este pode muito bem ser o trabalho do Novo IRA", disse aos jornalistas no domingo o chefe de polícia Bobby Singleton, do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI).

Os investigadores vão "manter o espírito aberto" e "ainda estamos na fase inicial da investigação", acrescentou, referindo que as investigações preliminares demonstraram que "a intenção e a capacidade assassina" continuam a existir no seio dos paramilitares no território britânico.

"O pessoal da polícia - e devo dizer que de forma extremamente corajosa, literalmente correndo perigo - evacuou imediatamente as casas vizinhas para proteger a comunidade", disse o agente Singleton.

Starmer condena o ataque

Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, condenou o ataque na rede social X: "Condeno totalmente o ataque de ontem à noite à esquadra da polícia de Dunmurry", acrescentando que os responsáveis serão levados à justiça.

Por volta da meia-noite, circularam nas redes sociais vídeos que mostravam o veículo em chamas na esquadra da polícia. De acordo com a imprensa local, os bombeiros e a polícia trabalharam para apagar o fogo.

Os políticos denunciaram o incidente, tendo a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O'Neill, do partido pró-irlandês Sinn Fein, afirmado que os autores do ataque "não falam por absolutamente ninguém".

Gavin Robinson, líder do partido Democrático Unionista - o principal partido pró-Reino Unido da região britânica - chamou o incidente de "profundamente preocupante".

"Se esta foi mais uma tentativa dos republicanos dissidentes para intimidar as comunidades e atingir a polícia, então deve ser enfrentada com toda a força da lei", afirmou.

Embora sejam mais pequenos do que o IRA Provisório, que pôs termo à sua campanha violenta em 2005, os grupos republicanos dissidentes utilizaram, no passado, morteiros e engenhos explosivos improvisados.

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