Ataque noturno não fez vítimas mortais. As autoridades estão, agora, a investigar o caso.
A polícia da Irlanda do Norte disse, no domingo, que suspeita que republicanos irlandeses dissidentes estão por detrás de um atentado com um carro armadilhado, que explodiu, durante a noite de sábado, junto a uma esquardra da polícia perto de Belfast.
De acordo com o Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), embora não tenha havido vítimas mortais, dois bebés encontravam-se entre os residentes retirados após a explosão em Dunmurry, a sudoeste da capital da Irlanda do Norte.
O carro armadilhado explodiu depois de um "dispositivo do tipo botija de gás" ter sido colocado no carro sequestrado de um motorista de entregas e conduzido até ao local, segundo a polícia.
O ataque seguiu-se a uma tentativa de atentado semelhante a 30 de março, quando o engenho não explodiu no exterior de uma esquadra de polícia na cidade vizinha de Lurgan, tendo o grupo paramilitar Novo IRA reivindicado a responsabilidade pelo ataque.
"Existem muitas semelhanças entre os dois incidentes e... a nossa hipótese inicial é que este pode muito bem ser o trabalho do Novo IRA", disse aos jornalistas no domingo o chefe de polícia Bobby Singleton, do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI).
Os investigadores vão "manter o espírito aberto" e "ainda estamos na fase inicial da investigação", acrescentou, referindo que as investigações preliminares demonstraram que "a intenção e a capacidade assassina" continuam a existir no seio dos paramilitares no território britânico.
"O pessoal da polícia - e devo dizer que de forma extremamente corajosa, literalmente correndo perigo - evacuou imediatamente as casas vizinhas para proteger a comunidade", disse o agente Singleton.
Starmer condena o ataque
Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido, condenou o ataque na rede social X: "Condeno totalmente o ataque de ontem à noite à esquadra da polícia de Dunmurry", acrescentando que os responsáveis serão levados à justiça.
Por volta da meia-noite, circularam nas redes sociais vídeos que mostravam o veículo em chamas na esquadra da polícia. De acordo com a imprensa local, os bombeiros e a polícia trabalharam para apagar o fogo.
Os políticos denunciaram o incidente, tendo a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O'Neill, do partido pró-irlandês Sinn Fein, afirmado que os autores do ataque "não falam por absolutamente ninguém".
Gavin Robinson, líder do partido Democrático Unionista - o principal partido pró-Reino Unido da região britânica - chamou o incidente de "profundamente preocupante".
"Se esta foi mais uma tentativa dos republicanos dissidentes para intimidar as comunidades e atingir a polícia, então deve ser enfrentada com toda a força da lei", afirmou.
Embora sejam mais pequenos do que o IRA Provisório, que pôs termo à sua campanha violenta em 2005, os grupos republicanos dissidentes utilizaram, no passado, morteiros e engenhos explosivos improvisados.